Petrobrás tem melhor desempenho dos últimos anos e lucra R$ 52,4 bilhões no 2º trimestre

P-79 no Campo de Búzios. (Foto: Divulgação/Petrobrás)

Com recorde na produção e aumento do refino para atender o mercado interno, estatal obtém um dos maiores resultados trimestrais da série histórica

A Petrobrás registrou um lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, conforme o relatório de desempenho financeiro divulgado na quinta-feira (6). A soma corresponde a uma alta de 97% em relação ao lucro obtido no mesmo período de 2025 (R$ 26,65 bilhões).

Como resultado, o lucro da Petrobrás chegou a R$ 85,1 bilhões nos primeiros seis meses deste ano. Alta de 37,6% frente ao primeiro semestre de 2025.

Em nota, a direção da petroleira afirma que os resultados financeiros no segundo trimestre foram alavancados por recordes na produção própria de óleo no Brasil, que atingiu 2,7 milhões de barris por dia, 15% superior ao segundo trimestre de 2025, e na utilização do parque de refino, com Fator de Utilização (FUT) de 101%, ampliando a oferta de derivados no mercado nacional.

“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobrás”, comemora o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Fernando Melgarejo, ao comentar que “o aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, destaca.

No segundo trimestre, a receita de vendas da estatal ficou em R$ 169,5 bilhões, com alta de 42,3% na comparação com o segundo trimestre de 2025. No semestre, o avanço chegou a 21%, para R$ 293,216 bilhões.

A gestão da Petrobrás informou também que os investimentos nos primeiros seis meses do ano totalizaram US$ 10,4 bilhões (R$ 53 bilhões, considerando a cotação atual do dólar), representando um aumento de 22,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

No segundo trimestre de 2026, a companhia investiu US$ 5,3 bilhões (R$ 27 bilhões), sendo 82% do total destinado para o segmento de Exploração e Produção. No trimestre, a estatal deu destaques para “a construção das unidades P-80, P-82 e P-83, próximos FPSOs destinados ao campo de Búzios, com entrada em operação previstas para 2027. Os investimentos também contribuíram para o aumento nas atividades de interligação de poços voltados para o topo de produção (ramp-up) dos projetos de Búzios 6 (P-78) e Búzios 8 (P-79), já em operação”.

Outros US$ 671 milhões foram investidos em refino, transporte e comercialização. Alta de 33,3% em relação ao primeiro semestre de 2026, “decorrente, principalmente, de maiores investimentos no Polo Boaventura e nas paradas programadas das refinarias. Em comparação com o 2T25, houve aumento de 31,1%, com destaque para os maiores investimentos na Refinaria Abreu e Lima (RNEST) e no Polo Boaventura.”

Segundo a direção da empresa afirma, ainda, que no segundo trimestre de 2026, a estatal pagou R$ 88,6 bilhões em tributos relacionados à União, estados e municípios e em participações governamentais (PGOV). O valor representa um aumento de cerca de R$ 22 bilhões em relação aos tributos que foram pagos pela Petrobrás no mesmo período do ano passado.

Ontem, o Conselho de Administração (CA) da Petrobrás aprovou o pagamento de remuneração aos acionistas no valor de R$ 17,4 bilhões, referentes aos resultados financeiros do segundo trimestre deste ano.

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