Autoridades russas comunicaram nesta segunda-feira (10) que um ataque ucraniano com drone matou 13 pessoas, incluindo uma criança, e feriu 39. Os ucranianos visaram alvos industriais e civis, na cidade industrial russa de Nizhnekamsk.
O Comitê de Investigação da Rússia classificou o ataque como um ato de terrorismo das forças ucranianas e apontou que os alvos visados “não tinham nenhuma relação com atividades militares”. Os ucranianos atingiram áreas residenciais e entre as vítimas estava uma criança de cinco anos.
Svetlana Petrenko, porta-voz do Comitê de Investigação da Rússia, disse que Kiev atacou deliberadamente instalações industriais civis sem qualquer ligação com as forças armadas da Rússia.
“Foi aberto um processo criminal relativo ao ataque terrorista perpetrado pelas forças armadas ucranianas contra instalações industriais e civis na República do Tartaristão”, disse a porta-voz.
De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, as forças de defesa aéreas interceptaram e destruíram cerca de 456 drones ucranianos durante a noite.
Localizada a 880 km de Moscou, a cidade de Nizhnekamsk, na república do Tartaristão, é um dos maiores polos petroquímicos com uma refinaria de petróleo das mais avançadas da Rússia. O prefeito Radmir Belyaev disse que “tanto instalações industriais quanto civis” foram atingidas pelos drones.
Rustam Minnikhanov, chefe da região do Tartaristão, declarou em postagem no Telegram um período de luto, classificou o ataque como “bárbaro” e denunciou que infraestruturas civis foram atingidas.
O Ministério da Saúde da região enviou um reforço de equipes de resgate, disponibilizando seis equipes médicas da cidade de Naberezhnye Chelny e do Centro de Medicina de Desastres do Tartaristão.
O diplomata russo Rodion Miroshnik condenou o apoio dado pelos países ocidentais à Ucrânia e seus ataques contra instalações civis na Rússia. “Cada vida civil interrompida ou arruinada pesa na consciência daqueles que fornecem armas a um assassino nazista e os fazem acreditar que terão impunidade por seus crimes”, disse.
Desde o mês passado, as forças ucranianas intensificaram ataques contra instalações de energia russas, navios civis e instalações de logística, como parte da “campanha de pressão” do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na tentativa de forçar o governo russo a se submeter às exigências da OTAN.
No início de agosto, um ataque ucraniano com drone, contra a cidade turística russa de Gelendzhik, no Mar Negro, matou oito pessoas, incluindo quatro crianças. Em janeiro, outro ataque a uma vila turística, Khorly, na região de Kherson, durante uma comemoração de ano novo, matou 29 pessoas. Em maio os ucranianos atacaram com drones um dormitório de uma faculdade em Starobelsk, matando 21 pessoas, na maioria adolescentes.











