Encenou troca dupla de Air Force One, para se esconder incógnito em um C-32A, enquanto o voo oficial seguia como isca, segundo o Washington Post
O Washington Post revelou que era ainda mais escabrosa do que se pensava inicialmente aquela história do presidente Donald Trump trocando o recém doado, pelo Catar, novo Air Force One pelo antigo, ao deixar a Turquia após a cúpula de julho da OTAN, supostamente por uma questão de segurança, uma “ameaça do Irã”.
O chefão MAGA, na verdade, depois de embarcar diante das câmeras no antigo Air Force One, havia saído escondido do avião em um caminhão de suprimentos e sido transferido secretamente para outro avião de transporte norte-americano, um C-32A, enquanto a maior parte de sua comitiva e jornalistas seguiam no antigo – e ameaçado – Air Force One, virtualmente transformado em isca.
Após o voo secreto, ao chegar ao destino Trump foi levado de volta para o velho Air Force One, como se tivesse estado ali o tempo todo, para o desembarque fake, como expôs o Post na segunda-feira (10).
Um caso curioso, que possivelmente teria sido decifrado pelo Psicanalista de Bagé de forma sucinta: borrou-se todo.
Ainda segundo o Post, “uma farsa”.
Nesse dia (8 de julho), a mídia imperial contou e recontou uma suposta “ameaça do Irã” como explicação para a inusitada troca de aviões, ainda sem saber que a troca fora tripla.
O temor era de que os iranianos poderiam disparar um míssil contra o avião de Trump, e o novo Air Force One de US$ 400 milhões gentilmente doado pelo Catar ainda não tinha os dispositivos necessários para dar conta de tal eventualidade.
A história também está confirmada pelo The New York Times.
O Post relembrou uma circunstância análoga no governo de Bill Clinton, em 2000, na volta de Islamabad, mas em que os jornalistas e assessores foram informados do problema.
ISCA
Como Trump no primeiro mandato mandou um míssil em cima do general Soleimani em missão diplomática em Bagdá e assassinou, agora no seu segundo mandato, o líder supremo Ali Khamenei, em uma guerra de escolha, entenda-se que ele ache que está em dívida com os iranianos. Mas, perguntaram os internautas norte-americanos, precisava botar os jornalistas a bordo como isca?
O Huffpost fez um bem humorado apanhado de manifestações das redes sociais, sob o título ‘Coisa Doentia’: Críticos Criticam ‘Assustado’ Trump após Engodo do Caminhão de Bufê do Air Force One.
Um autodenominado “assessor indignado”, postou: “Olha, eu entendo perfeitamente a decisão de tirar o presidente às pressas de uma situação de tentativa de assassinato real.”
“Mas deixar toda a tripulação do Air Force One, a equipe de imprensa, etc., servindo de isca… isso é uma coisa doentia.”
A seguir, os melhores momentos.









