BNDES acelera investimentos e lucra R$ 9,2 bi no 1º semestre

Aloizio Mercadante em coletiva sobre o resultado do banco estatal. (Foto: Nicola Labate/BNDES)

“O BNDES alcançou o tamanho necessário para promover o desenvolvimento econômico que o Brasil precisa”, afirmou Aloysio Mercadante, presidente do banco estatal

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) obteve um lucro de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026. O resultado corresponde a uma alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025, segundo números divulgados pela instituição financeira nesta quarta-feira (12).

Em 12 meses, o banco de fomento registrou um lucro de R$ 17,1 bilhões. A direção do BNDES também revela que o banco estatal atingiu a soma de R$ 1,05 trilhão em ativos totais e R$ 181 bilhões em Patrimônio Líquido.

Ao comentar os resultados financeiros do banco na coletiva de imprensa, realizada em São Paulo, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que  “uma empresa 100% pública pode ser muito bem administrada, com muita eficiência e produtividade. Os empregados do BNDES são altamente qualificados e entregando resultados muito além de outras instituições”. 

“Se o Brasil quiser estar bem no futuro, ele precisa do BNDES e precisa da ousadia do BNDES”, afirma Mercadante, destacando o acelerado crescimento do volume de crédito . “Nós estamos olhando o carro voador, nós estamos olhando bioeconomia, bioinsumos para agricultura, nós estamos analisando minerais críticos, nós vamos entrar forte em terras raras, lítio, em tudo que representa a mobilidade limpa”, disse.

Nos últimos seis meses, o banco de fomento aprovou R$ 154 bilhões em crédito e operações garantidas, alta de 19% em relação ao mesmo período de 2025. Desse montante, R$ 43,4 bilhões foram em garantias concedidas para operações realizadas por agentes financeiros.

Para Aloizio Mercadante, “o BNDES alcançou o tamanho necessário para promover o desenvolvimento econômico que o Brasil precisa, com ampliação de crédito para as empresas e negócios de todos os portes, além da realização das mais importantes obras de infraestrutura, como a modernização da Nova Dutra, a expansão de 11 aeroportos, entre eles o de Congonhas, e a produção de biocombustíveis, por exemplo”.

Já as aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões, sendo um aumento de 52% em relação ao mesmo período de 2025.

No primeiro semestre de 2026, foram observados maiores crescimentos no crédito à infraestrutura (+ 91%) e à agropecuária (+ 46%), somando R$ 46 bilhões e R$ 24,8 bilhões, respectivamente. Já os créditos ao comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões (+ 27%), e à indústria, R$ 22,5 bilhões (+ 24%).

Por sua vez, os desembolsos pelo BNDES alcançaram R$ 74,8 bilhões, o que representa um avanço de 37% em relação ao primeiro semestre de 2025. Ao mesmo tempo, as consultas cresceram 72%, totalizando R$ 237,7 bilhões.

Já a inadimplência no BNDES ficou em 0,05% (em 90 dias), o que é inferior à do Sistema Financeiro Nacional, que varia em 4,68% no geral e de 0,66% para grandes empresas em junho de 2026.

Em ativos, o BNDES já soma R$ 1,058 trilhão, um acréscimo de 10,0% em relação a dezembro de 2025, devido ao crescimento de R$ 76,5 bilhões da Tesouraria e de R$ 20,5 bilhões da carteira de crédito expandida.

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