O presidente sul coreano, Lee Jae-myung, anunciou que quer negociar com o governo da Coreia do Norte para pôr fim com a Guerra da Coreia, os dois países estão em armistício há mais de 70 anos, assim como discutir formas de interromper o programa nuclear de Pyongyang.
No sábado, 15, o presidente sul coreano discursou durante uma cerimônia 81º Dia da Libertação, que comemora a libertação da Coreia do domínio colonial do Japão em 1945, quando propôs a reaproximação entre os dois países.
“Deixemos de lado nossas intenções de ameaçar uns aos outros e iniciemos discussões para pôr fim a essa longa guerra, como as partes diretamente envolvidas”, disse Lee, que também defendeu discutir “formas eficazes de deter o avanço das capacidades nucleares da Coreia do Norte”, sem contudo ter incluído na discussão as armas nucleares que Trump mantém no território sulcoreano.
Lee quer que os dois países se “sentem frente a frente para uma coexistência pacífica e crescimento mútuo” como forma de conter o desenvolvimento nuclear do país vizinho. O governo da Coreia do Norte, que não aceita a presença militar dos EUA na península coreana, não respondeu sobre a proposta do presidente sul coreano.
O presidente Lee já havia pedido desculpas à Coreia do Norte pelas incursões de drones, anteriormente Seul havia negado ter invadido o espaço aéreo da Coreia do Norte com drones entre setembro de 2025 a janeiro de 2026, mas quando a promotoria sul coreana efetuou as prisões de oficiais militares e da inteligência sul coreana pelas violações com os drones, Lee admitiu as incursões e fez um pedido de desculpas oficial a Pyongyang.
Trump ordenou que Pentágono reduza exercícios conjuntos com Coreia do Sul
A iniciativa de reaproximação com a Coreia do Norte por parte do presidente da Coreia do Sul acontece em meio ao distanciamento de Seul com o governo americano de Donald Trump que neste domingo ordenou para que o Pentágono reduzisse os exercícios militares conjuntos que eles planejaram com a Coreia do Sul.
Em postagem nas redes sociais, Trump disse que tem um bom relacionamento com o líder norte coreano, Kim Jong Un, e que os exercícios militares além de serem caros demais, enviam um sinal de hostilidade para os norte coreanos.
“Com base no meu excelente relacionamento com Kim Jong Un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o fato de que os Estados Unidos, há muito tempo, concordaram em participar de Exercícios Militares Conjuntos com a Coreia do Sul. Esses exercícios não são apenas custosos, com grande parte desses custos pagos pelos Estados Unidos da América (como sempre!), mas também enviam um sinal totalmente inadequado e hostil, para um país que, desde que Donald J. Trump é presidente, tem sido inofensivo e respeitoso.”, escreveu o presidente na postagem.
Na postagem, Trump também disse que ele tentou instruir para que o governo sul coreano se junte aos EUA para atacar o Irã, para a “desnuclearização da República Islâmica do Irã”, mas que Seul negou. Provavelmente a medida de reduzir com a pressão contra a Coreia do Norte aconteceu como forma de punição contra Seul por se recusar a se submeter à guerra de Trump no Oriente Médio.
“Recentemente perguntei ao presidente da Coreia do Sul se ele gostaria de se juntar a nós na desnuclearização da República Islâmica do Irã, e ele respondeu: “Não, obrigado!” Obrigado pela atenção a esse assunto.”, disse Trump.











