Como todo escroque, Flávio disse no JN que seus crimes são coisas “perfeitamente normais”

Flávio Bolsonaro em entrevista no JN (foto: reprodução)

Dinheiro do Vorcaro, ligações com milícias e com facções, tudo normal. Bajulou Trump mais uma vez culpando o Brasil pelo tarifaço. Se depender dele, o país vira quintal dos EUA

A entrevista de Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional nesta sexta-feira (28) foi surreal. Ele considerou normal homenagear um assassino profissional. Para ele Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime, uma espécie de central de assassinatos por encomenda, era um injustiçado.

Foi por isso que ele foi ate dentro da cadeia entregar a medalha ao assassino. Foi por isso também que ele empregou a mãe e a mulher do assassino em seu gabinete na assembleia do Rio de Janeiro. O fato de Adriano ser chefe de milícia também não tinha nada de errado na opinião de Flávio. Aliás, ele e seu pai apoiavam milícias e grupos de extermínio. Para ele o assassino, o pistoleiro, o matador, era apenas um injustiçado.

Para quem acha isso sobre um assassino de aluguel, foi natural pedir dinheiro para um banqueiro ladrão. Ele não viu nada de errado em pegar R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro que deu um golpe de R$ 50 bilhões e lesou aposentados, servidores e o Banco público de Brasília. Se recusou a apresentar qualquer prestação de contas do destino dado a esse dinheiro. Um dinheiro sujo que foi parar num fundo administrado pelo seu irmão nos EUA. dinheiro público desviado por Daniel Vorcaro. Ele mentiu de novo dizendo que não tinha dinheiro público envolvido no escândalo do Master. Flávio deve achar que pode enganar o país assim impunemente.

Tentou envolver a Globo em suas falcatruas com Vorcaro e com o Banco Master. Citou contrato de patrocínio do Banco Master a Luciano Huck, apresentador da Rede Globo. Os entrevistadores rebateram dizendo que há contratos públicos e transparentes deste patrocínio, diferente do dinheiro repassado a Flávio pelo banqueiro ladrão. O dinheiro repassado a Flávio não tem até agora nenhuma prestação de contas.

Sobre sua traição ao Brasil, seu cinismo foi ainda maior. Ele defendeu a atitude Trump e disse que a culpa pelas tarifas impostas ao Brasil foi do presidente Lula. O Brasil tem relações comerciais com os EUA há 200 anos e as chantagens de Trump são totalmente descabidas, mas Flávio acha normal punir o Brasil e prejudicar suas empresas. Prefere bajular o agressor e culpar seu próprio país. Se ele chagasse ao Planalto, seria um serviçal de Trump.

O candidato deixou claro que está dominado por Donald Trump. Ele livrou a cara de seu guru no caso das tarifas. Vinculou o tarifaço imposto ao Brasil à gestão Lula e argumentou que uma eventual vitória sua na eleição presidencial poderia abrir caminho para um novo entendimento com Washington. Esta afirmação é a senha para dizer a Trump que vai fazer o que ele mandar. Esta entrevista confirmo que Flávio é muito mais pró-americano do que brasileiro.

Não por acaso ele e seu irmão aplaudiram Trump quando o bufão impôs as tarifas aos produtos brasileiros. Não se preocuparam com as empresas brasileiras. São bajuladores e invertebrados. Na entrevista ele só faltou dizer que Trump estava certo em suas chantagens contra o Brasil. Os EUA humilharam o Brasil e ele bajulou e aplaudiu o bufão da Casa Branca. É um traidor da pátria que só pensa em vender o Brasil para os EUA.

Cobrado sobre declarações de seu irmão que foi morar nos EUA para conspirar de lá contra o Brasil, ele disse que o irmão errou ao comemorar sanções contra autoridades brasileiras. Mas ele não foi contra as sanções, apenas pediu para que as sanções fossem adiadas. Não pediu a suspensão, só pediu para adiar, para não atrapalhar sua campanha. Um verdadeiro escroque, sem moral e sem caráter.

O candidato fascista desconversou sobre suas ligações com o Comando Vermelho. Disse que seu apoio a Rodrigo Bacelar, preso por ligações com o Comando Vermelho, foi fruto de articulações políticas no estado do Rio. É verdade, suas “articulações” são todas criminosas. Tanto que seu candidato a senador, Cláudio Castro, foi cassado por corrupção, seu candidato a governador, Rodrigo Bacelar, está preso. Seus dois secretários de estado, Alessandro Pitombeira Carracena e Gutemberg Fonseca, indicados por ele, também estão presos por ligações com o Comando Vermelho. Ou seja, está “tudo dominado”.

Ao ser questionado sobre como pretende estabilizar e reduzir a dívida pública, Flávio defendeu um “ajuste fiscal forte”, falou em tesouraço e disse que fará um governo mais enxuto. O candidato, porém, não informou o tamanho do corte pretendido, em reais ou em pontos do PIB, nem estabeleceu prazo para atingir a meta. Se depender do que o pai fez, vai congelar o salário mínimo, vai cortar merendas e remédios da Farmácia Popular e vai fechar ministério para destruir o governo. Isso tudo, depois de entregar as terras raras e minerais críticos a Trump como ele prometeu.

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