Renomada jornalista e pesquisadora argentina, demonstra como o fundador do La Derecha Diario “influencia de forma ditatorial as nossas democracias” a serviço do governo dos EUA, manipulando a opinião pública – e o eleitorado – por meio do controle das redes sociais
“Fernando Cerimedo é um dos muitos integrantes das equipes descobertas em um momento específico – e vou lhe dizer, revelador – que age para colocar marionetes de Trump no poder”, afirmou em entrevista exclusiva, a renomada jornalista e escritora argentina Stella Calloni.
Como ressalta a pesquisadora especializada em política internacional, “as conexões que vão aparecendo através de Cerimedo são tenebrosas, especialmente as ligações com os cubanos gusanos (vermes) do grupo de Miami, que agora estão no poder nos Estados Unidos, como Marco Rubio e Claver-Carone” (entre outros).
Autora de imprescindíveis estudos sobre a interferência do imperialismo na região, com destaque para suas investigações de referência sobre a Operação Condor, Stella Calloni alerta que estamos nos contrapondo a “um tipo de intervenção que não precisa disparar um tiro, pois eles influenciam de forma ditatorial as nossas democracias por meio de fazendas de bots com que fabricam milhares de falsos perfis, induzindo a um padrão de comportamento”. “Trata-se de uma guerra psicológica, baseada na ideia de que já não era necessário matar líderes políticos de oposição, mas destruí-los moralmente, promovendo uma destruição ética até subjugá-los. Para isso, é claro, contam com os meios de comunicação como nunca antes na história, controlando 98% da informação, além de avançar sobre o Judiciário e suas estruturas, promovendo a ascensão da direita e sua política neoliberal, de privatização e entrega do patrimônio público”, acrescenta.
Agraciada com o Prêmio Latino-Americano de Jornalismo José Martí e o Prêmio Rodolfo Walsh, Stella Calloni acredita que a eleição de Lula no Brasil é decisiva “para levar adiante o processo de integração e de combate à submissão ao imperialismo e ao sionismo”. “A América Latina precisa que o Brasil vença. E sabemos que isso é possível se detivermos a tempo a ofensiva daqueles que querem sua derrota, gente poderosa, como Trump e Netanyahu”, concluiu.
Boa leitura!
LEONARDO WEXELL SEVERO
Qual a sua avaliação sobre a intervenção de Fernando Cerimedo, fundador do “La Derecha Diario”, site com milhões de visualizações, nos processos eleitorais da América Latina? Sua companheira boliviana, Nadia Beller, denunciou que ele assumiu ser um “agente da CIA”.
Entre vários países, a presença de Cerimedo foi constatada no Chile, Brasil, Bolívia, Honduras e Colômbia. Mas também por suas relações com o lobby cubano-americano de Miami, participantes ativos de todas as ditaduras em nossos países. É preciso dizer, sem sombra de dúvida, que toda a América Latina está sob uma guerra contrainsurgente – que emprega todas as formas ilegais e terroristas de atuação – com o objetivo de subjugar a região no âmbito do projeto geoestratégico de recolonização, visando controlar definitivamente todos os recursos naturais: petróleo, água, lítio, terras raras, meio ambiente, alimentos, entre tantos outros.
Já éramos considerados o seu “quintal”, e todos os documentos sobre a América Latina produzidos pelos “laboratórios de ideias” das fundações norte-americanas no início deste século se resumiam ao retorno à Doutrina Monroe de 1823 – a América (do Sul) para os americanos (do Norte) -, algo que democratas e republicanos consideravam “necessário”.
Donald Trump disse claramente: “Vamos aplicar a Doutrina Monroe”, que determinava que nenhum outro país do mundo poderia ter colônias na Nossa América – ou, atualmente, manter relações econômicas, comerciais e militares sem a intenção de nos colonizar, como é o caso da China hoje.
Nos levaram de volta àqueles anos da nossa luta pela emancipação da América Latina em relação ao então Império Espanhol; no caso do Brasil, tratava-se do Império Português, e a independência ocorreu de outra maneira.
A Venezuela é o exemplo, visto que, desde 3 de janeiro – com uma invasão cirúrgica de poucas horas que deixou morte e destruição para semear o terror -, sequestraram ilegal e brutalmente um presidente em exercício, Nicolás Maduro Moros, e sua esposa, Cilia Flores (ato punível pela justiça e pelos organismos internacionais), para levá-los aos Estados Unidos sob a acusação de liderarem o Cartel dos Sóis – isto é, o narcotráfico -, atividade previamente classificada como “terrorismo” e combatida em nome da segurança dos Estados Unidos.
Maduro está detido e isolado até hoje, apesar de a própria Justiça dos Estados Unidos ter desautorizado o governo Trump – alertando de forma precisa que não era possível acusar o ex-mandatário de narcotraficante, visto que nada foi provado e o “Cartel dos Sóis” não existe (rejeitando, assim, esse argumento falso), e que ele tampouco poderia ser julgado nos EUA ou em qualquer outro país.
A intervenção ordenada por Trump não contou com o apoio do Congresso norte-americano; é ilegal também à luz da Constituição imperial.
Estamos sob uma guerra não declarada, que nos é imposta por todos os meios em prol do plano e da atual geoestratégia deles de “recolonizar a América Latina” e controlar, de forma direta e colonial, os riquíssimos recursos naturais da região, que estão ao alcance de suas garras de águia e que podem ser transportados em questão de horas, de maneira direta e rápida, sob seu controle absoluto.
Isso faz parte da renovada estratégia de Segurança Nacional dos EUA para atuar diante dos novos conflitos sociais que surgiriam em seu “quintal” no século XXI, recorrendo ao que chamaram de Guerra de Baixa Intensidade (GBI). A Guerra Psicológica desempenha um papel fundamental – e mais tarde evoluiria para a Guerra de Quarta Geração -, tendo sido elaborada por uma equipe de fuzileiros navais (marines) dos Estados Unidos.
É um tipo de intervenção que não precisa disparar um tiro, pois eles influenciam de forma ditatorial as nossas democracias por meio de fazendas de bots, formadas por milhares de dispositivos automatizados, com que fabricam milhares de perfis falsos, induzindo a um padrão de comportamento. Trata-se de uma guerra psicológica – que eles mesmos passaram a chamar de guerra de quarta geração – baseada na ideia de que já não era necessário matar líderes políticos de oposição, pois isso não agradava à opinião pública, mas destruí-los moralmente, promovendo uma destruição ética até subjugá-los. Para isso, é claro, contam com os meios de comunicação como nunca antes na história – controlando 98% da informação -, além de avançar sobre o Judiciário e suas estruturas, promovendo a ascensão da direita e sua política neoliberal, de privatização e entrega do patrimônio público para, assim, levar adiante o que você está descrevendo. Para isso, dispõem de grandes equipes.
“Com o ‘Honduras Gate’ surge a denúncia de que Trump havia colocado o terrível narcotraficante Orlando Hernández no comando de um projeto que produziria informações sobre governos que precisavam ser derrubados”
Fernando Cerimedo é um dos muitos integrantes das equipes descobertas em um momento específico – e vou lhe dizer, revelador. Foi quando surgiu o chamado “Honduras Gate” – escândalo deflagrado em abril de 2026 com a divulgação de áudios vazados que confirmam uma articulação internacional de desinformação e ingerência geopolítica. Isso aconteceu após a denúncia de que Trump havia colocado Orlando Hernández, um terrível narcotraficante de Honduras, no comando de um projeto para o qual, como já sabemos, Milei havia destinado 250 mil dólares. Tratava-se de uma iniciativa de um grupo de presidentes que produziriam informações políticas sobre outros governos que precisavam ser derrubados aqui na América Latina, além de buscarem assessoria mútua. Pois bem, Cerimedo faz parte desses grupos. E sabe por que isso acontece? Porque esse elemento acreditava gozar de total impunidade, e, de fato, estava impune. Por outro lado, ele quis aplicar na Bolívia o modelo argentino, mas lá havia um povo, um campesinato, que se rebelou. Você viu, inclusive, a mobilização em Zamora e todas aquelas manifestações e bloqueios de estradas que ocorreram na Bolívia.
Vou te dar um dado para você se lembrar: recentemente Cerimedo foi denunciado por dirigentes da Central Operária Boliviana (COB), por líderes camponeses, de comunidades indígenas e pelo próprio ex-presidente Evo Morales. O motivo foi ele ter convidado Federico Sturzenegger – aquele que está destruindo tudo na Argentina, o chamado “ministro da desregulamentação” – para ir à Bolívia e finalizar todos os ajustes necessários. O povo boliviano, ao ouvir o nome Sturzenegger – e veja só a importância dos povos estarem informados, como estiveram durante todo o período de Evo, graças a pessoas que saíam a campo, informavam e conversavam com os camponeses; veja a importância daquele período de Evo -, já sabia o que estava acontecendo na Argentina com a “Lei Ônibus” [enorme pacote de reformas legislativas neoliberais, que aceleram as privatizações e o corte de direitos sociais e trabalhistas] e tudo mais.
Quando souberam que Sturzenegger, o grande destruidor daqui, iria para lá, eles se mobilizaram e fizeram uma denúncia. Foram os primeiros a condenar a existência de um argentino chamado Cerimedo, que mantinha um escritório ao lado do gabinete do presidente Rodrigo Paz Pereira. Esse sujeito impedia o diálogo: sempre que Paz Pereira – que vinha de uma vertente de direita, embora seu pai Jaime Paz Zamora aceitasse debater -, era Cerimedo quem interrompia as conversas. Seu pai fundou e presidiu o Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR) da Bolívia, e foi presidente do país (1989-1993) no período de transição democrática. Sofreu um acidente aéreo, atribuído a um atentado, em 2 de junho de 1980, sob a ditadura de Luis García Meza e Luis Arce Gómez.
Quanto a Cerimedo, os camponeses já o haviam identificado e o denunciaram, mas ninguém lhes deu muita atenção ou os ouviu de fato. No entanto, se você pesquisar, encontrará essas denúncias, as primeiras que fizeram, e agora o caso veio à tona devido à impunidade.
Além disso, como aqui são tão racistas, chamavam os bolivianos de “bolitas”, pensavam: se fizeram isso na Argentina, tão grande, como não fariam na Bolívia? Mas o tiro saiu pela culatra. E com essa mulher (Nadia Beller) no meio, veja só onde explode algo tão oculto. Agora, não é só isso: também houve declarações no Observatório de Meios de Cuba, alertando a setores da extrema direita estadunidense. E como tudo está interligado, você vai descobrindo mais e mais, e a cada dia que se observa o que está acontecendo em torno da figura de Cerimedo e de outros nomes, a trama fica mais evidente.
“Marco Rubio e Claver-Carone estão integrados muito mais do que aos interesses dos Estados Unidos aos do sionismo israelense”
As conexões são tenebrosas, especialmente as ligações com os cubanos gusanos (vermes) do grupo de Miami, que agora estão no poder nos Estados Unidos, como Marco Rubio e Claver-Carone. Foram esses dois personagens que negociaram nas sombras com Delcy Rodríguez. E eles, por sua vez, estão integrados, muito mais do que aos interesses dos Estados Unidos, aos interesses do sionismo israelense. Porque, no fundo, essa questão também envolve isso. Por isso eu digo: é como aquelas bonequinhas russas, as matrioskas; você abre uma e vão aparecendo outras e mais outras lá de dentro. É assim que funciona.
Por isso temos que acompanhar o caso Cerimedo e ficar atentos. E tem também o Bolsonaro; o que ele fez no Brasil é tremendo. É preciso identificar bem os personagens que estavam envolvidos nisso para você também conseguir se situar…
Lembra do caso de espionagem contra o Lula, quando foi descoberto? É preciso vincular tudo isso; por enquanto, não se pode dizer tudo, mas que faz parte do projeto que eles chamaram de guerra de baixa intensidade – ou guerra de contrainsurgência – que pretendiam aplicar contra nós no século XXI, impondo a Doutrina Monroe no continente, num projeto geoestratégico de recolonização da América Latina.
Há uma gravação de Eduardo Bolsonaro, que teve seu mandato cassado e se encontra foragido nos EUA, elogiando e concedendo o prêmio de “Consultor Político Hispânico do ano” a Fernando Cerimedo, na mansão de Trump em Palm Beach, na Flórida.
Sim, eu vi, elogiando-o. Há também os vínculos, porque repare que, quando ele foi ao presidente boliviano Rodrigo Paz Pereira – e ele tenta dizer que não estava lá -, não dá para esconder. Não dá mais para esconder nem seus vínculos com a esposa dele, nem todo o resto. Porque, quando ele vai visitar Washington, é o Cerimedo quem o leva. O Cerimedo é uma espécie de decano, é ele quem abre as portas, então não podem negar, não podem fazer nada, não têm mais como. O que eles estão tentando descobrir é como se livrar disso; é muito difícil. Creio que deve continuar a fundo nesta reportagem que vem fazendo, pois está evidente que o Cerimedo é apenas uma gota no oceano de tudo o que está acontecendo nos bastidores da América Latina e algo a que não se tem dado a devida importância.
“CERIMEDO É APENAS UMA GOTA NO OCEANO DE TUDO O QUE ESTÁ ACONTECENDO”
Dão importância a declarações, impõem agendas na mídia; mas, para que essas agendas sejam impostas, existem personagens trabalhando aqui exclusivamente para isso – para emplacar narrativas no nosso jornalismo. Esses assessores existem e essas agências estão trabalhando a todo vapor, porque essa guerra ocorre nos bastidores no campo da ilegalidade. A guerra contrainsurgente é ilegal. Tudo o que é ilegal numa guerra faz parte da guerra contrainsurgente, do Vietnã até hoje. Então, acho que poderíamos trabalhar isso coletivamente. Do ponto de vista jornalístico, creio que é fundamental nos unirmos como nunca.
“As eleições no Brasil não correm o risco de ser fraudadas, pois não existe perigo quanto à segurança das urnas eletrônicas, mas há espaço para a manipulação da opinião pública”
Quanto às urnas, foi exatamente o que aconteceu na Venezuela. Muitos presidentes, inclusive da América Latina, não sabiam como Chávez tinha instalado um sistema de voto eletrônico no qual era impossível intervir. O fez chamando especialistas mundiais e observadores, como o Centro Carter dos Estados Unidos e outros da Europa e de diversos países do mundo. Foram realizados testes e o processo foi aprovado.
O que os EUA e seu sócio principal, a Israel de Benjamin Netanyahu, fizeram naquele dia de eleições presidenciais em julho de 2024 foi atrasar os resultados, que na Venezuela nunca saem de imediato. Eles revisam três vezes toda a votação; têm três oportunidades para conferirem e só divulgam os resultados finais quando tudo está confirmado.
Na Bolívia eles anteciparam.
Adiantaram. E o que fazem? Prepararam o cenário dizendo que Evo teria uma vitória apertada, que foi parecido com o que aconteceu em 2019. Começaram a dizer que seria uma disputa intensa; então, o que fizeram? Aproveitaram cada brecha, qualquer oportunidade, para inserir essa narrativa da disputa acirrada, porque na Bolívia há regiões montanhosas de difícil acesso, com populações camponesas que são todas favoráveis ao Evo. Regiões em que Evo nunca perdeu eleições. Ele venceu aquelas eleições, estava vencendo, mas aproveitaram aquele intervalo de tempo para agir: enquanto as urnas desciam daquelas áreas remotas, eles já tinham preparado a fraude e a justificativa para intervir. E devem estar fazendo a mesma coisa no Brasil; esse é o recurso que eles têm.
“NAS ELEIÇÕES BRASILEIRAS SE DECIDE O DESTINO DA AMÉRICA LATINA”
Acho que o Brasil precisa estar atento agora, porque é nessas eleições que se decide o destino da América Latina. Afinal, imagine só: é a única potência que temos na região e uma potência mundial, desempenhando um papel importantíssimo no BRICS. Por isso digo que é preciso estar atento às vulnerabilidades.
Maduro deveria ter apresentado as atas corretas à oposição, mas nunca o fez. Assim que surgiu o tema da fraude, eles aproveitaram a situação e já tinham tudo preparado para que a OEA e outros órgãos agissem imediatamente; eles têm tudo pronto para esse sistema com o qual se apoderam dos governos.
Você sabe que Iván Cepeda não perdeu na Colômbia, que Roberto Sánchez não perdeu no Peru. Sabemos também que há um governo terrivelmente espúrio em Honduras, pois ficou comprovado: havia um membro do tribunal eleitoral que insistiu em segurar as atas até o último momento. A situação chegou a tal ponto que as duas mulheres que integravam o tribunal eleitoral em Honduras foram levadas à embaixada dos Estados Unidos para que pudessem desmentir o que o outro colega dizia do lado de fora. E, no fim, empossaram um presidente que nunca havia vencido. Esse foi o primeiro sinal do que aconteceria na Colômbia e do que estava ocorrendo no Peru. Além disso, é importante resgatar certas lembranças, já que não temos tudo isso tão presente agora. Houve o caso do presidente Sánchez, do Peru, que foi preso e depois teve de ser reconhecido como inocente; houve a prisão de Cristina, a prisão de Lula…
Os dois fatores que contribuem para isso são a existência dessas novas direitas sob controle deles – como o caso de Bolsonaro, que é fortemente influenciado (assim como Milei aqui) pelo sionismo. Eles próprios admitem isso de certa forma – especialmente Milei, que se diz o mais sionista.
“ALEGAM FRAUDE ANTES DA HORA, INSISTEM NESSA NARRATIVA E CONTINUAM BATENDO NA MESMA TECLA”
Portanto, nessa análise, é preciso levar em conta todos os elementos que podem ser usados para tentar destruir o processo – até mesmo as eleições mais limpas – por meio de projetos específicos. Um desses elementos é justamente alegar fraude antes da hora, insistir nessa narrativa e continuar batendo na mesma tecla. Por isso, é tão importante expor com quem os Bolsonaro trabalham. Ao demonstrar isso, revela-se que essas pessoas, que tentaram aquele golpe de Estado no Brasil, eram traidoras da pátria.
Vocês aí têm controle sobre a situação e acompanham a interferência desse sujeito e sabe-se lá de quantos outros, mas pelo menos há um que está ganhando espaço para ter uma chance maior de defesa no Brasil. Precisamos que o Brasil vença; todos nós precisamos que o Brasil vença estas eleições. Toda a América Latina depende disso; o futuro da América Latina depende disso e de compreendermos contra qual inimigo estamos lutando. Porque não é apenas o Bolsonaro; trata-se de quem está por trás dele. Eles são, sim, fantoches, são fabricados por outros, mas é preciso olhar para quem está por trás de cada passo. Há muitas histórias no Brasil que vocês têm em mãos para alertar sobre o projeto de dominação dos Estados Unidos.
Basta lembrar de tudo o que aconteceu recentemente: a guerra psicológica, a construção midiática e todos os elementos que se unem para tentar replicar isso na Bolívia – embora eu ache que, no Brasil, será difícil, pois o momento político é outro. Precisamos que o Brasil vença; a América Latina precisa que o Brasil vença para levar adiante o processo de integração e de combate à submissão ao imperialismo e ao sionismo.
. E sabemos que isso é possível se detivermos a tempo a ofensiva daqueles que querem a derrota do Brasil, gente poderosa, como Trump e Netanyahu, o que já deixa o cenário bem claro. Eles são poderosos, mas não são tão fortes quanto acreditam, porque essas contradições que estão criando estão se voltando contra eles e abrindo espaço para a vitória popular.











