Sem acordo sobre plano de saúde, funcionários da Caixa iniciam greve nesta quinta

Foto: Gustavo Luz/TV TEM

Os funcionários da Caixa Econômica Federal entraram em greve nesta quinta-feira (10) e o Banco do Brasil tem paralisação parcial. A greve, nacional e por tempo indeterminado, foi definida após os trabalhadores rejeitarem a proposta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico apresentado pela Caixa.

“O resultado das assembleias realizadas no Brasil inteiro, com mais de 90% de rejeição nas bases sindicais, demonstrou, de forma clara, a insatisfação dos empregados com a proposta apresentada pela Caixa. Isso foi fundamental para forçar o retorno das negociações”, disse a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen.

Ela ressaltou a importância do engajamento da categoria na paralisação “para fortalecer a negociação e pressionar o banco a apresentar uma proposta que atenda as expectativas”.

Um dos pontos principais apontados pelas representações sindicais para a rejeição da proposta é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Os empregados são contrários ao aumento da parcela de custeio do plano que ficaria a cargo dos trabalhadores, com elevação das mensalidades e dos valores pagos pelos dependentes, e defendem uma participação maior da Caixa no financiamento do benefício.

A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria foi aprovada pelos funcionários dos bancos privados na semana passada e assinada na quarta-feira (9), pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelos bancários.

O acordo prevê a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais aumento real de 0,6% nos próximos dois anos.

O reajuste também será aplicado a outras verbas, como vale-alimentação (VA), vale-refeição (VR), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios.

“No caso dos empregados da Caixa, não houve acordo, as assembleias não aprovaram o acordo, a proposta que a Caixa fez, principalmente em relação à saúde da Caixa, tem muito descontentamento. Então, parte dos empregados da Caixa saem em greve”, disse Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

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