Após negociações da Campanha Salarial terminarem sem acordo, os trabalhadores dos Correios decidiram entrar em greve a partir desta sexta-feira (11), por tempo indeterminado. De acordo com a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), a paralisação foi aprovada em assembleias em todo o território nacional.
Um dos principais impasses nas negociações diz respeito às mudanças que a direção dos Correios planeja fazer no plano de saúde dos trabalhadores. “A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, diz a Findect.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo (Sintect-SP), a mudança poderá significar a transferência de parte maior dos custos para os trabalhadores. “O que a direção da empresa está fazendo é, mais uma vez, jogar as dificuldades que ela não resolve nas costas dos trabalhadores”. “O que ela está propondo para o plano de saúde é inaceitável, porque se passar, transforma ele num plano particular como qualquer outro do mercado, caro e ruim”, argumenta o sindicato.
A categoria também reivindica melhores condições de trabalho e fim da sobrecarga, com contratação de trabalhadores e investimento para resolver problemas básicos como manutenção e renovação da frota de veículos, além de salários decentes e direitos garantidos, sem perdas. Em relação ao reajuste salarial, a proposta mantida foi o reajuste de 0,87%, o que corresponde a 20% do INPC do período.
Conforme o Sintect-RJ, com a aprovação da greve na maioria dos estados, “a categoria deu o recado: não aceita retrocessos nem ameaça ao plano de saúde, direito essencial dos trabalhadores, aposentados e suas famílias”.
Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “a mobilização demonstra a disposição da categoria de resistir a qualquer tentativa de retirada ou precarização de direitos”.











