Candidata ao Senado criticou atuação de ex-secretário de Segurança Pública de SP
A segurança pública foi um dos principais pontos de confronto no primeiro debate entre candidatos ao Senado por São Paulo, realizado pela Band na noite desta quarta-feira (9). Simone Tebet (PSB) questionou a política de segurança adotada no estado durante a gestão de Guilherme Derrite (PP) à frente da Secretaria de Segurança Pública e protagonizou um dos embates mais duros da noite com o ex-secretário de Tarcísio de Freitas.
A discussão começou a partir do debate sobre a redução da maioridade penal. Derrite associou Tebet e Marina Silva a posições contrárias ao endurecimento da legislação criminal. Tebet reagiu afirmando que sua posição não é pela redução indiscriminada da maioridade penal, mas pela responsabilização de adolescentes de 16 anos em casos de crimes graves.
Segundo a candidata, a redução deveria alcançar casos como latrocínio, homicídio doloso cometido por reincidentes, estupro e estupro coletivo. Tebet afirmou ainda que, caso eleita para o Senado, votará favoravelmente à redução para 16 anos nessas situações.
A candidata, porém, ampliou a discussão para além do endurecimento das penas e passou a questionar os resultados da política de segurança implementada em São Paulo. Tebet criticou a atuação de Derrite quando esteve à frente da pasta responsável pela segurança pública do estado e mencionou denúncias envolvendo a cúpula da Polícia Militar.
O embate ganhou intensidade quando Derrite reagiu às críticas. O candidato, que deixou a secretaria para disputar uma vaga no Senado, acusou Tebet de não ter autoridade para falar sobre corrupção por ter integrado o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Simone reagiu defendendo seu histórico na vida pública. E afirmou que ela e Marina Silva têm “uma conduta ilibada de combate à corrupção” e, ao tratar do caso envolvendo o Banco Master, destacou a ausência de mulheres com cargos políticos entre as lideranças apontadas no esquema.
“Eu e a Marina temos uma conduta ilibada de combate à corrupção. Dinheiro sujo é dinheiro roubado.”
Tebet também afirmou que o caso envolvendo o Banco Master mostraria a necessidade de ampliar a participação das mulheres na política, ressaltando que não havia, segundo sua fala, uma mulher ocupando cargo político entre as lideranças apontadas no esquema
O desempenho de Derrite na segurança pública tornou-se um dos alvos da campanha de Tebet. O ex-secretário tenta transformar sua experiência no comando da pasta em um dos principais argumentos de sua candidatura ao Senado, enquanto a candidata procura questionar se a política adotada pelo governo Tarcísio foi suficiente para enfrentar os problemas de violência no estado.
O confronto ocorreu em um momento de forte disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado. Pesquisa Quaest divulgada na véspera do debate mostrou Marina Silva e Derrite com 14% das intenções de voto, enquanto Tebet aparecia com 12%, em empate técnico entre os três. O levantamento ouviu 1.800 eleitores entre 4 e 7 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O debate da Band foi o primeiro programa televisivo da história dedicado exclusivamente à disputa pelo Senado em São Paulo. Além de Tebet e Derrite, participaram André do Prado (PL), Geraldo Rufino (Podemos), Marina Silva (Rede), Ricardo Salles (Novo) e Soninha Francine (Cidadania).











