A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal continua nesta segunda-feira (14). No domingo, após pressão do movimento, o banco propôs a reabertura da mesa de negociação coletiva e suspendeu as medidas administrativas anunciadas após o fim da vigência dos acordos coletivos.
Com o fim do acordo anterior, mas com as negociações ainda em andamento, a Caixa anunciou o corte de benefícios vigentes, entre eles o pagamento da PLR e itens como auxílio-refeição e auxílio-cesta-alimentação. A medida provocou reação das entidades sindicais, que cobraram a manutenção dos direitos enquanto as negociações continuassem.
Segundo a Contraf-CUT, o banco informou que pretende prorrogar, de forma excepcional, os benefícios concedidos aos empregados nas mesmas condições praticadas antes de 31 de agosto, enquanto as negociações forem mantidas.
A resposta ao movimento foi considerada um avanço, mas como ainda não foi definida a data para a nova audiência, a categoria mantém a greve. Em São Paulo, 245 das 283 agências existentes foram fechadas no primeiro dia de paralisação, além de quatro unidades administrativas.
O principal o ponto que levou os bancários à greve foi em relação ao Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Na proposta rejeitada, o banco ofereceu elevar de 6,5% para 8% o limite de custeio do plano pela empresa. Ao mesmo tempo, a proposta previa mudanças na participação dos empregados, com cobrança de percentual sobre o salário-base e valores por dependente conforme a faixa etária. A proposta também incluía outras medidas, como prêmio de R$ 3 mil por empregado, pagamento da PLR e grupos de trabalho para discutir mudanças no modelo de financiamento do plano.
Mesmo com esses itens, a proposta acabou rejeitada pelos trabalhadores. Em São Paulo, Osasco e região, uma das maiores bases sindicais do país, 68% dos votantes foram contrários ao acordo.











