“Este país não aceita político que fica de quatro para os EUA”, diz Lula sobre Flávio

Presidente em Ceilândia (DF), um dos maiores comícios da campanha (Foto: Ricardo Stuckert)

“E para a bandeira americana”. “Esse país não comporta político vira-lata”, completou o presidente. “O Brasil não quer ser colônia de ninguém”

O presidente Lula (PT) afirmou, no comício em Ceilândia (DF), que Flávio Bolsonaro (PL) conspira, junto com Donald Trump e Eduardo Bolsonaro, contra o Brasil para que os Estados Unidos controlem o país.

“Esse país não comporta político vira-lata. Não comporta político que, de dia, mostra a bandeira nacional e, de noite, vai ficar de quatro para os Estados Unidos e para a bandeira americana”.

“O Brasil não quer ser colônia de ninguém. O Brasil quer ser soberano e dirigido por brasileiros, construir um futuro com o suor e sangue dos brasileiros”, completou.

Flávio Bolsonaro enviou seu irmão “para os Estados Unidos para tramar contra o Brasil. Tá lá o Eduardo Bolsonaro, traidor da pátria, falando mal do Brasil, pedindo para que o Trump venha fazer intervenção”, denunciou o presidente.

Em meio às tensões no Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Bolsonaro voltou a se reunir com membros do governo Trump para pedir sanções contra autoridades, como os ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Flávio e Eduardo também defenderam as tarifas impostas pelos EUA sobre os produtos brasileiros.

O comício de Lula lotou a Praça do Trabalhador, com cerca de 15 mil pessoas presentes. Também estiveram no ato o candidato a governador Leandro Grass (PT) e as candidatas ao Senado Leila do Vôlei (PDT) e Erika Kokay (PT).

O presidente declarou que o Brasil deve investir em educação e pesquisa para preparar os jovens para as novas tecnologias e inserir o país de forma soberana na produção de Inteligência Artificial.

O vibrante comício de Ceilândia, Distrito Federal (Foto: Ricardo Stuckert)

“A juventude vai ter que aprender a trabalhar com Inteligência Artificial para a gente não ficar dependendo nem de chinês, nem de americano. Nós vamos depender de meninas e meninos deste país”, continuou.

Ele ainda ressaltou a importância de políticas para que as terras raras encontradas no Brasil sirvam para a industrialização do país. “A gente não vai exportar o nosso minério, a gente vai exportar produtos trabalhados, fabricados e processados no Brasil. Não queremos ser exportador de commodity, queremos exportar inteligência e conhecimento”, completou.

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