O instituto fundado pelo ministro André Mendonça, o Iter, recebeu R$ 5,2 milhões de uma empresa cujo dono, Lucas Kallas, foi parceiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O Iter e a Cedro Participações firmaram um contrato de empréstimo de R$ 5,9 milhões, que seriam pagos em parcelas, para a estruturação do instituto e realização de atividades. Ao todo, o instituto recebeu R$ 5,2 milhões.
De acordo com o Iter, o empréstimo foi interrompido quando o instituto conseguiu manter sua sustentabilidade financeira. Ou seja, o dinheiro de Kallas foi fundamental para que o Iter conseguisse ser montado.
A Cedro Participações tem como foco atividades de mineração, agronegócio e logística, com um faturamento que supera os R$ 2,5 bilhões anuais.
Seu dono, Lucas Kallas, foi sócio de Daniel Vorcaro na empresa Biomm, de biotecnologia.
Kallas tinha, em 2023, 8% da empresa. Em fevereiro de 2024, Daniel Vorcaro começou a comprar, por meio de gestoras que controlava, ações da Biomm, chegando a ter 25% da empresa.
Além disso, Kallas era dono de 33% da gestora Latache Capital, empresa que investiu R$ 478 milhões em linhas de crédito do Banco Master.
O Iter foi fundado por André Mendonça em 2024, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) permaneceu como sócio do instituto até o dia 3 de setembro de 2026, depois que foi revelado que o ministro teve reuniões secretas com Daniel Vorcaro em sua sede.
O dinheiro do empréstimo começou a ser devolvido em janeiro de 2026. No mês seguinte, Mendonça passou a ser o relator do inquérito do Banco Master.
Segundo o Iter e a Cedro Participações, André Mendonça não participou da negociação do empréstimo milionário.











