Flávio negociou um suborno de R$ 134 milhões do Master em troca da apresentação pelo deputado Felipe Bastos (PL-PR) da proposta de elevar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC)
Uma grande mentira está sendo desmascarada. Flávio Bolsonaro alegou que o dinheiro – total de R$ 69 milhões, de um total de R$ 134 milhões negociados, segundo a PF – que ele pegou do banqueiro Daniel Vorcaro não teve contrapartida nenhuma da parte dele. Ou seja, que ele não prometeu nada ao banqueiro em troca da propina milionária. Isto era mentira e caiu agora.
Assim que Flávio foi flagrado pedindo o dinheiro roubado pelo banqueiro que acabara de dar um golpe bilionário no país, ele negou que o áudio obtido pela PF fosse verdadeiro. Logo, ele teve que admitir que era ele mesmo negociando a propina com o dono do Master. Aí, ele alegou que não havia contrapartida. Quer era uma negociação privada e que não havia dinheiro público envolvido na negociação.
Todas as suas versões foram desmontadas. Uma logo assim que ele confessou o crime. O dinheiro era público sim. O Banco Master deu calote em servidores públicos, aposentados e no banco público de Brasília. Foram bilhões roubados pelo dono do Master naquela que ficou conhecida como a maior fraude bancária da história do Brasil.
Agora, caiu por terra a alegação de que não houve contrapartida para o suborno. A quebra de sigilos obidas por ministros do STF e a colaboração premiada de Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido por Mineiro, que operou a transferência da propina do Master para Flávio, revelaram que as negociações entre Flávio e Vorcaro eram bem anteriores ao áudio com o flagrante do pedido. Aquilo era uma cobrança de um acerto anterior.
Descobriu-se que numa reunião anterior entre o banqueiro e Flávio, ficou acertado que o deputado Filipe Barros (PL-PR), íntimo de Flávio e Eduardo Boslonaro, apresentaria projeto para elevar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil por pessoa para R$ 1 milhão. Este era um pleito decisivo para as fraudes de Daniel Vorcaro. Esta foi a contrapartida de Flávio para a propina acertada de R$ 140 milhões.
Este total de R$ 140 milhões só não foi totalmente passado para Flávio Bolsonaro porque o governo Lula prendeu o banqueiro pelo golpe bilionário contra o país. Além da Polícia Federal prender o banqueiro, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master. Vorcaro estava tentando na última hora vender o Banco Master para o BRB, banco público de Brasília. Ele havia dado um calote de mais de R$ 6 bilhões no banco de Brasília vendendo uma carteira de títulos com papéis fraudados. A venda bloqueada pelo BC estava sendo feita por um valor de R$ 12 bilhões.
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