“A dívida pública não me causa pânico, porque ele é em real”, afirmou o presidente. Ele disse que a relação dívida/PIB se resolve fazendo crescer a economia
O presidente Lula afirmou no programa Canal Livre neste domingo (27) que o país resolve o problema da relação dívida/PIB com crescimento econômico. “A melhor forma de diminuirmos o endividamento em relação ao PIB é a economia crescer”, afirmou o presidente.
Ele argumentou que o endividamento para construir patrimônios novos é bem-vindo e que o crescimento do PIB deve ser distribuído para a população pobre e trabalhadora. “Não são só os empresários que devem ganhar com o crescimento. O povo que ganha um salário mínimo tem que ganhar”, acrescentou Lula.
Questionado pelos entrevistadores sobre os riscos do crescimento da dívida pública, Lula minimizou o problema. “A dívida pública não me causa pânico porque a dívida pública é em real e nós temos uma reserva de US$ 370 bilhões”, argumentou o presidente, lembrando que foi ele que fez esta reserva.
Cobrado sobre cortes na Previdência, Lula disse que o país tem que garantir os recursos para os brasileiros que trabalharam a vida inteira e pagaram por suas aposentadorias. “O que vai fazer a Previdência ter dinheiro é o crescimento econômico”, enfatizou.
“A Previdência era superavitária. Ela nunca deveria ter entrado no déficit da dívida pública, porque o trabalhador pagava a Previdência. Nós tínhamos um setor rural que colocamos na Constituição para ser paga pelo Tesouro, não era pela Previdência, depois entrou tudo no déficit”, argumentou Lula.
“Nós vamos fazer tudo que tem que ser feito. O que não dá é para você cortar os direitos das pessoas. Vamos cobrar dos mais ricos. Vamos gerar empregos, melhorar salários e, assim, a Previdência Social terá mais recursos”, acrescentou o presidente, rechaçando os “pessimistas de sempre”.
“Nós pegamos esse país quebrado e agora recuperamos a economia. O país vai crescer, vamos gerar empregos e melhorar os salários, a dívida vai cair em relação ao PIB, mas só não me peçam para cortar a previdência do povo pobre porque isso vai ser mantido”, garantiu Lula.
O presidente afirmou que tem certeza que vai conseguir fazer os juros baixarem. “Porque os juros baixarem é uma necessidade para o crescimento econômico”, afirmou o presidente, lembrando que o mundo vive duas guerras, uma que aumenta os preços dos combustíveis e fertilizante e a do Irã.
“Quando Trump matou o Kamenei e achou que e acabou a guerra, a guerra estava começando, porque não levou e conta a existência do Estreito de Ormuz e aí o que aconteceu? O petróleo sai de US$ 60 e vai para US$ 105”, apontou Lula. “E nós aumentamos o imposto sobre o petróleo que exportamos para criarmos um fundo de R$ 47 bilhões para subsidiar as empresas e não deixar o preço da gasolina chegar no bolso da população”, prosseguiu o presidente.
“Nós vamos continuar a aumentar o salário mínimo acima da inflação e vamos investir em infraestrutura. O PAC anunciou R$ 1,7 trilhão em investimentos”, afirmou Lula, lembrando a transposição do São Francisco que, segundo ele, “começou com 470 km e agora está com 1.400 km, com 15 mil km de adutoras levando água para quase todo o semiárido brasileiro”.
Lula falou também sobre o programa “Indústria Brasil”. Ele lembrou que o programa investiu R$ 700 bilhões e destacou que a indústria farmacêutica está tendo um crescimento vigoroso no país. O presidente reafirmou que o país vai investir para ter a sua própria inteligência artificial e não ficar dependendo nem da China e nem dos EUA.
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