“A democracia e o Estado têm que garantir a liberdade de crença e proteger todas as religiões, sem favorecer uns em detrimento dos outros”, completou o vice-presidente
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), disse que a derrubada de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida na internet pode configurar “censura prévia” e reforçou que, com Lula presidente, as tradições religiosas “estarão protegidas e preservadas”.
“Infelizmente, nos últimos dias, publicações tratando de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, estavam sendo removidas da internet por decisões arbitrárias, o que pode configurar censura prévia”, disse o ex-governador em suas redes sociais.
Alckmin contou ter “enorme preocupação” com ataques à liberdade religiosa e à liberdade de expressão dos católicos.
O ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF) por ser “terrivelmente evangélico”, determinou a retirada de 2.800 postagens nas redes sociais que ligam Flávio Bolsonaro ou seus familiares à proposta de tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A decisão do ministro permitia que as próprias plataformas passassem a retirar os conteúdos sem novas decisões judiciais. Flávio Dino derrubou a decisão de Mendonça e levou o caso para o Plenário do STF.
Geraldo Alckmin falou que “enquanto o presidente Lula e eu estivermos governando esse país, as tradições religiosas, tão sagradas para as famílias brasileiras, estarão protegidas e preservadas”.
“A democracia e o Estado têm que garantir a liberdade de crença e proteger todas as religiões, sem favorecer uns em detrimento dos outros”, completou.
Já Flávio Bolsonaro atacou a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), atribuindo a ela a origem da fake news sobre tirar o título de Padroeira do Brasil da santa.
A entidade religiosa apontou que atribuir a ela a “participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira. A CNBB reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz”.










