Taxa de desocupação cai para 5,3%, com recorde de 103,5 milhões de brasileiros trabalhando
A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto deste ano em relação ao trimestre encerrado em maio (5,6%) e do patamar registrado em igual período de 2025 (5,6%). Foi o menor resultado para o período da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o analista do IBGE William Kratochwill, responsável pela pesquisa, “o resultado foi motivado pela aumento da ocupação na indústria e do setor da construção”.
No trimestre, a população desempregada diminuiu 4,6% (menos 281 mil pessoas) na comparação com o trimestre de março a maio de 2026 e 4,9% (menos 300 mil pessoas) no confronto com o mesmo trimestre do ano anterior.
Desta forma, havia ao todo 5,8 milhões de pessoas em busca de vaga de emprego, sem encontrar trabalho no trimestre encerrado em agosto deste ano.
No governo Bolsonaro (2019 a 2022), o desemprego chegou a bater o recorde de 14,7% no primeiro semestre de 2021 – ante a omissão daquela gestão para proteger os empregos no país, que na época enfrentava a pandemia de Covid-19 – e encerrou o ano de 2022 com uma taxa média de desemprego de 9,3%.
No trimestre encerrado em agosto de 2026, a população ocupada renovou o patamar recorde da série histórica, ao alcançar 103,5 milhões de pessoas. O resultado corresponde a uma alta de 0,8% em relação ao trimestre encerrado em maio (mais de 774 mil pessoas ocupadas) e de 1% (mais de 1,1 milhão de pessoas) frente a igual trimestre de 2025.
EMPREGO FORMAL
No trimestre, o número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,5 milhões. Esse é o maior contingente da série histórica da pesquisa.
Em relação ao trimestre de março a maio, foi constatado aumento nos grupamentos: Indústria Geral (2,0%, ou mais 265 mil pessoas) e Construção (4,1%, ou mais 306 mil pessoas). Na comparação com o trimestre de junho a agosto de 2025, houve aumento no grupamento de Transporte, armazenagem e correio (6,1%, ou mais 358 mil pessoas).
Por outro lado, foi registrado no período que o número de empregados sem carteira no setor privado ficou em 13,7 milhões de pessoas. O de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões e o de trabalhadores domésticos em 5,5 milhões. Todos os resultados foram considerados estáveis no trimestre e no ano.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais) no trimestre findo em agosto, sendo acima dos 37,3% (ou 38,3 milhões) no trimestre encerrado em maio e dos 38,0% (ou 38,9 milhões) no trimestre de junho a agosto de 2025.
RENDIMENTO
Segundo o IBGE, o rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.777, estável em relação ao trimestre anterior e 3,7% maior na comparação anual.
Já a massa de rendimento real habitual – soma de rendimentos brutos de todos os trabalhos – alcançou R$ 385,6 bilhões. Esse é o maior nível da série, com alta de 1,4% no trimestre (mais R$ 5,2 bilhões) e de 4,8% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).










