Gilmar aponta a seletividade de Mendonça: ‘em 24h identificou-se elementos que ele omitiu por meses’

Ministro do STF, Gilmar Mendes (Foto: Antonio Augusto - STF)

André Mendonça ficou sentado em cima das informações do celular de Vorcaro para blindar Flávio Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que em poucos dias foram encontrados indícios de envolvimento de outros ministros da Corte no escândalo do Banco Master que “passavam despercebidos” por André Mendonça há meses.

“Em menos de vinte e quatro horas de acesso direto a esse acervo, já foi possível identificar elementos que reclamam atenção desta Corte e que passaram despercebidos ao escrutínio atento do eminente Relator [Mendonça]”, reclamou o decano.

Em condução ilegal do inquérito, André Mendonça pediu para a Polícia Federal produzir relatórios que citassem diretamente o ministro Alexandre de Moraes, mas deixassem de lado seus amigos Kássio Nunes Marques e Luiz Fux.

Mendonça, como disse Gilmar Mendes, estava “mais ocupado em produzir sucessivos relatórios acerca de outros alvos da investigação” do que em se aprofundar no inquérito.

O decano propôs que sejam identificados todos os ministros do Supremo citados no inquérito do Banco Master, pois “enquanto não se souber quais integrantes desta Corte foram mencionados e em que condição, não se saberá quem pode votar e quem se acha impedido nos feitos correlatos”.

Gilmar Mendes ressaltou que os dados indicam que “o eminente Ministro Nunes Marques poderá não estar habilitado para participar das deliberações referentes ao caso”.

Kassio Nunes Marques, citado como “KN”, aparece nas conversas de Daniel Vorcaro em diferentes momentos.

Uma delas indica, por exemplo, que Vorcaro teria contratado uma prostituta para o ministro do Supremo. Outra mostra uma proximidade entre o banqueiro e o filho de KN, Kevin Marques.

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