“Ele nunca trabalhou na vida. Ele foi eleito com 21 anos de idade, já apoiado pelo crime organizado do Rio de Janeiro, pelos milicianos”, disse o presidente
O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (30), em entrevista a um podcast, que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou na vida pública com apoio de integrantes do crime organizado e de milicianos no Rio de Janeiro.
“Qual é o compromisso com qualquer seriedade que esse cara [Flávio Bolsonaro] tem? Nenhum, nenhum. Ele não tem biografia. Ele nunca trabalhou na vida. Ele foi eleito com 21 anos de idade, já apoiado pelo crime organizado do Rio de Janeiro, pelos milicianos. E nunca mais parou, desde os 21 anos”, declarou Lula.
Flávio homenageou, quando era deputado estadual, o assassino profissional e chefe de uma das milícias mais perigosas do Rio de Janeiro, Adriano da Nóbrega, que era chefe do Escritório do Crime, uma espécie de central de assassinatos por aluguel, e, posteriormente, assassinado na Bahia numa operação de queima de arquivo. Flávio empregou a mãe e a mulher de Adriano como funcionárias fantasmas em seu gabinete.
Lula afirmou que a trajetória política de Flávio reproduziu, em sua avaliação, o caminho seguido pelo pai. “O pai [Jair Bolsonaro] nunca trabalhou. O pai foi para o Exército, tentou estourar um quartel, foi expulso e foi fazer o quê? Foi ser deputado, 29 anos vivendo como deputado”, afirmou.
Na semana passada, Lula já havia associado o candidato fascista ao crime organizado ao comentar uma emenda parlamentar de R$ 200 mil destinada em 2023 pelo gabinete de Flávio ao miliciano Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, e ex-assessor de Domingos Brazão. Este último está preso como mandante do assassinato da vereadora.
Flávio também teve todos os seus aliados políticos do Rio de Janeiro presos por ligações com o Comando Vermelho (CV). Entre eles estão o ex-vereador TH Joias e o ex-deputado Rodrigo Bacellar, que era o candidato preferido de Flávio para o governo do Rio, e que não pode disputar a eleição porque foi preso por trabalhar para o Comando Vermelho. Outros dois secretários indicados de Flávio ao governo Cláudio Castro também foram presos pelo mesmo motivo, ligações com o CV.










