Seu pai congelou o salário mínimo e as aposentadorias por 4 anos. Seu coordenador de campanha, Rogério Marinho, prometeu os cortes na Previdência. “Ela não cabe no orçamento”, disse. O presidente promete desmascará-lo neste 2º turno
O presidente Lula afirmou que neste segundo turno das eleições presidenciais vai poder discutir mais seriamente as ameaças que a candidatura de Flávio Bolsonaro e o seu fascismo representam para o povo brasileiro e os seus direitos sociais.
O candidato da extrema-direita escondeu o tempo todo o que realmente quer fazer. Ele não abriu para os eleitores o que de fato pretende com seu anunciado tesouraço. Agiu como um camaleão. Aliás, é assim que sempre agem os fascistas, quando querem se eleger. Usam frases de efeito para esconder suas verdadeiras intensões. Se não, vejamos.
“Vou aplicar um tesouraço e derrubar os gastos”, disse Flávio. “Com isso, derrubo a dívida do governo e a sua”, acrescentou. Duas frases de efeito bombásticas. Mas elas escondem o que de fato ele quer fazer. O que ele quer é congelar salários e cortar na Previdência. As duas grandes despesas do governo são com o pagamento do salário mínimo aos aposentados e com os juros da dívida.
Os bancos pressionam para que o “tesouraço” atinja aqueles que ganham aposentadoria. Querem o salário mínimo congelado para que os aposentados que ganham o mínimo, ou seja, a maioria dos idosos, não tenha reajustes. Sim, porque é o governo que paga os aposentados no Brasil. O “tesouraço” prometido por Flávio é exatamente meter uma “tesoura” nesse “gasto”. Ou seja, cortar as aposentadorias. Não é atoa que Flávio agrada tanto aos banqueiros e magnatas.
Seu pai, quando esteve no Planalto, fez exatamente isso. Congelou o salário mínimo por quatro anos. Manteve, portanto, sem aumentos as aposentadorias de mais de 70% dos aposentados brasileiros que recebem uma aposentadoria de um salário mínimo. Esses aposentados ficaram sem o reajuste que ocorre sempre que o salário mínimo cresce. Não cresceu durante todo o governo Bolsonaro.
Isso sem falar da posição do candidato “camaleão” sobre o fim da escala 6×1. Essa escala é usada no Brasil e só permite um dia de descanso para os trabalhadores. Eles não têm o fim de semana inteiro para ficar com a família ou para descansar. Lula mandou um projeto acabando com essa desumanidade. Adivinhem o que fez Flávio? Ele trabalhou intensamente para impedir a aprovação da matéria.
Ele que, diga-se de passagem, nunca trabalhou, não falou a verdade sobre isso durante a campanha. Foi contra o descanso de dois dias por semana, mas disse outra frase de efeito. A de que ele quer a “liberdade” ou “flexibilidade” para o trabalhador decidir o quanto quer trabalhar. Isso é uma mentira. A carga horária da grande maioria dos trabalhadores é obrigatória. E a CLT já prevê horas extras, quando o patrão precisa. O que ele quer é “liberdade” para o patrão poder explorar.
E é bom esclarecer que ele é contra também a CLT. Diz que é ultrapassada e que precisa acabar. Ele é desses que acham que o patrão pode definir qualquer carga horária e o que se tem que fazer e obedecer. Deve achar que a escravidão não deveria ter acabado. Aliás, ele disse isso: “ou trabalho ou direitos”. De fato, o que ele quer é manter a escala injusta que impede o descanso do fim de semana.
São essas questões, que foram escondidas e escamoteadas no primeiro turno das eleições e que virão à tona no segundo. É o que promete o presidente Lula, que garantiu aumentos reais no salário mínimo e nas aposentadorias nos seus quatro anos de governo. E ele quer que isso continue assim. Lula prometeu que tudo isso será esclarecido nos confronto do 2º turno.










