“Plano de Flávio é extinguir programa Farmácia Popular”, denuncia Padilha

Com Lula, os medicamentos passaram a ser 100% gratuitos para os beneficiários do programa. (Foto: Divulgação/MS)

“Nas 76 páginas, 11 capítulos, 165 mil caracteres. Sabe quantas menções tem a farmácia popular? Zero”, aponta o ministro da Saúde

Na mira do tesouraço de Flávio Bolsonaro está o Farmácia Popular. O programa que oferece remédios de graça em todo o Brasil, sequer é citado nas 76 páginas do plano de governo do candidato bolsonarista à Presidência da República, que promete um tesouraço de 1,5% do PIB – o equivalente a R$ 190 bilhões – no orçamento, o que inviabiliza qualquer programa social e de saúde pública.

O Farmácia Popular oferece medicamentos para diversas doenças, como diabetes, colesterol, doença de Parkinson, hipertensão, asma, osteoporose, etc. Ele também disponibiliza fraldas geriátricas e absorventes higiênicos.

A mudança prometida por Flávio Bolsonaro é um arrocho sobre o povo brasileiro, particularmente os aposentados e pensionistas, que mais precisam de medicamentos e atenção pública.

O pai de Flávio, Jair Bolsonaro, queria cortar 59% do orçamento do programa em seu último ano de governo (2022), reduzindo a verba de R$ 2,04 bilhões do orçamento destinados ao programa em 2022 para R$ 804 milhões em 2023, segundo a ProGenéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos).

Esse absurdo só não vingou devido a forte pressão social sobre o Congresso, que, por meio da PEC da Transição do presidente Lula, que derrotou Bolsonaro nas urnas, garantiu R$ 145 bilhões no orçamento. Esse montante garantiu o financiamento dos programas e despesas sociais, incluindo o Farmácia Popular.

Com o presidente Lula, o Farmácia Popular ganhou novo fôlego e os medicamentos passaram a ser 100% gratuitos para os beneficiários do programa – que de 22 milhões de brasileiros atendidos em 2023 para 24,5 milhões de pessoas até 28 de setembro de 2026 -, como destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Assista aqui a denúncia do ministro Padilha

“No governo anterior, os medicamentos que hoje você pega sem pagar não eram de graça”, lembra Padinha. 

“Muito pelo contrário. Aquele governo pagava só uma parte, o resto você tirava do seu bolso. Era o chamado copagamento. Fralda geriática, remédio para colesterol, mal de pátio, glaucoma, nenhum deles era 100% de graça. E ainda por cima, estavam preparando um desmonte, um corte de 60% em orçamento na farmácia popular”.

“Você já precisava tirar dinheiro do próprio bolso para comprar remédio. E o plano, para o ano seguinte, era colocar ainda menos dinheiro na farmácia popular. Menos dinheiro no programa é igual a mais dinheiro saindo do seu bolso. Mas, felizmente, o Lula não deixou isso acontecer. Nesses quatro anos, o governo fortaleceu a farmácia popular com 41 itens de saúde”, ressalta e segue.

“Medicamento, fralda, absorvente, tudo de graça. O copagamento acabou. O dinheiro que antes saía do seu bolso ficou dentro da sua casa. Sabe qual é o tamanho disso? R$ 9 mil, por ano, em média, das famílias que acessam a farmácia popular. Isso é mais do que R$ 700 por mês, mais do que a média do bolso da família”. 

Lula promete ampliar ainda mais o programa Farmácia Popular, com exames, procedimentos e teleconsultas com profissionais como médicos, nutricionistas, psicólogos e enfermeiros.

“Além de manter os medicamentos de graça, vai oferecer exames, procedimentos e até teleconsulta com médicos, nutricionistas, escolas, enfermeiros. Tudo direto na farmácia popular. Mas nada disso está garantido”, afirma o ministro.

“Tudo pode acabar. Porque se o ex-presidente meteu a tesoura na farmácia popular e cortou o orçamento, o filho dele sequer colocou no programa de governo. Nas 76 páginas, 11 capítulos, 165 mil caracteres. Sabe quantas menções tem a farmácia popular? Zero”, denuncia Padilha.

“O que está em jogo agora é a saúde da sua família, das pessoas que você conhece que tem diabetes, asma, mal de Parkinson, que precisa usar fralda geriátrica, que é um surgente feminino. Milhões de famílias que contam com esses medicamentos e com esse dinheiro todo mês para sobreviver”.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *