O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) apontou que Flávio Bolsonaro está repetindo a ditadura ao falar de mudar a Constituição Federal para supostamente “redemocratizar o país”.
“Mal terminou o primeiro turno das eleições e eles já estão falando em mudar a Constituição para redemocratizar o Brasil. A ditadura falava a mesma coisa quando mandou trocar a Constituição e impôs uma nova totalmente autoritária”, afirmou Alckmin.
Em 1967, a ditadura militar anulou a Constituição de 1946, feita de forma democrática, e impôs uma nova, escrita por seu ministro da Justiça.
O texto foi aprovado por um Congresso Nacional que já havia sofrido com cassações e perseguições. Somente em 1964, a ditadura cassou o mandato de 41 deputados federais e dois senadores. Até 1985, foram perseguidos 173 deputados e 8 senadores.
Para o ex-governador de São Paulo, “nós não precisamos disso. O Brasil precisa da reforma do Judiciário para estabelecer mandatos para os ministros e uma emenda dura para acabar de vez com os supersalários e os privilégios”.
O pai de Flávio, Jair Bolsonaro, liderou uma tentativa de golpe quando perdeu as eleições de 2022 e foi condenado a 27 anos e 2 meses pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Jair chegou a pedir apoio aos comandantes das Forças Armadas, que se recusaram a participar da intentona – com exceção do então comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, também condenado.
A tentativa de golpe também previa os assassinatos de Lula, Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.











