Peça alerta para medidas econômicas em estudo na campanha de Flávio que podem atingir Previdência, saúde e educação
Em vídeo publicado nas redes, Lula afirmou que o corte anunciado de R$ 200 bilhões por Flávio Bolsonaro atingiria diretamente as políticas sociais.
“Quando ele fala em cortar R$ 200 bilhões, você sabe no que eles vão cortar? Vão cortar no Pé-de-Meia, no Farmácia Popular, no Minha Casa Minha Vida, na merenda escolar, no Gás do Povo”, disse o presidente.
Lula acrescentou: “Toda vez que alguém da elite fala que vai cortar, ele corta do povo. Corta do sangue do povo, e não corta dos ricos. Nós fizemos ao contrário e, por isso, vamos manter e aprimorar todas as nossas políticas sociais.”
Reportagem da Folha de S.Paulo revelou que a equipe de Flávio estuda medidas para obter arrocho fiscal de até R$ 250 bilhões, equivalente a cerca de 2% do PIB.
Entre as propostas estão desvincular os reajustes da Previdência e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) dos ganhos reais do salário mínimo e alterar os pisos constitucionais de saúde e educação, que limitaria a correção à inflação.
“Se Flávio vence, Bolsonaro volta, e você perde”
A mensagem ganha novo peso diante das informações divulgadas nesta semana sobre o programa econômico do candidato.
A campanha de Flávio contesta a interpretação. O candidato afirmou que manterá reajustes das aposentadorias acima da inflação e disse que não fará economia “em cima de quem precisa”.
Mas ele também já falou enfaticamente que não conhecia o banqueiro das fraudes, Daniel Vorcaro, que nunca o tinha visto. E depois foi comprovado que ele não só conhecia como gozava de íntima relação com o dono do Banco Master. Então quem acredita nele?
O QUE ESTÁ EM JOGO
O ponto central é quem pagará a conta. As medidas em estudo pelos bolsonaristas atingem justamente despesas que protegem a renda dos trabalhadores, aposentados e famílias de menor renda.
A proposta de limitar o crescimento real dos benefícios previdenciários e do BPC pode alcançar milhões de beneficiários. A mudança dos pisos de saúde e educação reduziria a vinculação dessas áreas à arrecadação federal, fazendo os gastos crescerem apenas pela inflação.
O contraste apresentado na campanha de Lula é direto: de um lado, a promessa de “manter e aprimorar todas as nossas políticas sociais”; de outro, programa de ajuste cuja equipe econômica admite estudar mudanças profundas nas despesas obrigatórias.
ESCOLHA DO SEGUNDO TURNO
É nesse terreno que a frase que circula nas redes ganha dimensão política. “Se Flávio vence, Bolsonaro volta, e você perde” funciona como síntese de disputa que ultrapassa os nomes dos candidatos.
O eleitor terá de decidir não apenas quem ocupará o Palácio do Planalto, mas também qual projeto econômico e social prevalecerá: preservação e ampliação das políticas públicas ou ajuste fiscal concentrado sobre despesas que alcançam diretamente a maioria da população.
E, desta vez, o debate precisa chegar a quem não votou no primeiro turno. Porque, além da disputa entre Lula e Flávio, está em jogo o destino das políticas sociais que afetam concretamente a vida dos brasileiros, em particular dos mais pobres.
“SE FLÁVIO VENCE”
“Se Flávio vence, você perde o remédio gratuito, a aposentadoria, o salário mínimo, o fim da escala 6×1, o sonho da casa própria.” E acrescenta: “Se Flávio vence, as bets voltam”, mostra a peça que viraliza nas redes.
“E as mulheres voltam a ser alvo das balas, da violência e do desrespeito. As nossas crianças vão ser expostas à violência cada vez mais cedo. E a milícia vai ter um amigo no cargo mais alto da república”, acrescenta.










