Campanha digital de Lula cresce e assusta Flávio, que quer censurar propagandas

Foto: Luiz Roberto - Secom - TSE

Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra 1.525 perfis nas redes sociais, pedindo bloqueios e censura depois do avanço da campanha de Lula no campo digital. O senador pediu até a cassação da chapa de Lula e Alckmin.

Desde o primeiro turno, os apoiadores de Lula se organizaram e estão fortalecendo as ações digitais para a reeleição do presidente.

Flávio reclamou da “rede de collabs [colaborações]” que reúne 1.525 perfis, que publicam conteúdos em conjunto para o aumento da audiência. No entanto, Bolsonaro aponta que 11% das postagens mapeadas eram “fake news”.

As páginas abordaram temas como os cortes propostos por Flávio Bolsonaro ao orçamento federal e apontaram, com razão, que eles atingiriam programas como o Farmácia Popular.

Mostraram também que Bolsonaro é contra o fim da escala 6×1 e que sua proposta, que permite ao trabalhador “negociar com o patrão”, pode resultar no aumento da exploração.

Flávio Bolsonaro quer que o TSE barre a organização de grupos de Whatsapp que divulgam “missões diárias de mobilização digital”, como o do deputado André Janones (Rede-MG), que já atingiu 3 milhões de membros.

Para o candidato, esse é “o maior registro de abuso de poder já ocorrido na história democrática do país”.

Flávio quer que o Tribunal comandado por Kassio Nunes, conhecido como KN, casse a candidatura de Lula e bloqueie as ferramentas de “collab” das páginas que apoiam o atual presidente.

Ele também pediu a quebra dos sigilos dos perfis anônimos e a exposição dos responsáveis.

A mobilização da população em torno da reeleição do presidente Lula tem agitado as redes e as ruas, como se vê nas manifestações estudantis que ocorrem em todo o país.

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