Manifestação reuniu jovens, artistas e lideranças políticas no Centro da capital mineira em defesa da democracia, da educação pública e dos direitos sociais
Estudantes, artistas e lideranças políticas ocuparam as ruas do Centro de Belo Horizonte nesta sexta-feira (9) em um ato de apoio à reeleição do presidente Lula e contra a candidatura do miliciano à Presidência da República. A mobilização defendeu a democracia, a educação pública e os direitos sociais diante do segundo turno das eleições, do dia 25 de outubro.
A concentração ocorreu às 17h, na Praça Afonso Arinos, em frente à Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De lá, os manifestantes seguiram pela Avenida Afonso Pena em direção à Praça Sete, no coração da capital mineira.
A manifestação foi convocada por entidades do movimento estudantil, entre elas o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMG, a União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), além de coletivos universitários.
O ato reuniu jovens com bandeiras e cartazes em defesa da candidatura de Lula e contra a volta da extrema direita ao governo federal. Entre as pautas estavam a valorização das universidades públicas, a manutenção das políticas de assistência estudantil e das cotas, além da defesa das conquistas sociais.
ARTISTAS E LIDERANÇAS POLÍTICAS PARTICIPAM
A mobilização contou com a presença dos rappers Djonga, FBC e Sidoka, que se somaram à manifestação. Também participaram lideranças políticas, como a senadora eleita Marília Campos (PT), a vereadora Luiza Dulci (PT), a deputada estadual Macaé Evaristo (PT), a deputada estadual Bella Gonçalves, além dos deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes.
A participação de artistas e representantes políticos ampliou a dimensão da manifestação, que buscou mobilizar especialmente a juventude para a disputa presidencial.
A defesa da educação pública e dos direitos sociais esteve entre os principais eixos do protesto. Os manifestantes expressaram preocupação com os riscos de retrocesso nas políticas educacionais e sociais em caso de vitória de Flávio Bolsonaro.
O ato também foi marcado por denúncias de ameaças contra os organizadores e participantes. Segundo informações divulgadas pelo portal BHAZ, mensagens publicadas nas redes sociais mencionavam possíveis atropelamentos, tiroteios e incêndios na Faculdade de Direito.
O deputado federal Rogério Correia informou que as ameaças foram encaminhadas às autoridades policiais. O episódio reforçou a preocupação com a segurança dos participantes e com as tentativas de intimidação contra a mobilização política.
MINAS GERAIS É ESTRATÉGICO
A manifestação ocorre em um estado decisivo para a disputa presidencial. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 48,24% dos votos válidos em Minas Gerais, contra 43,33% de Lula. Em Belo Horizonte, o candidato do PL também terminou à frente.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a mobilização de estudantes, artistas, sindicatos e movimentos populares se torna parte da disputa para ampliar o apoio a Lula no estado.

Historicamente, Minas Gerais ocupa posição estratégica nas eleições presidenciais brasileiras, tanto pelo peso de seu eleitorado quanto pela diversidade política e social de suas regiões. A mobilização na capital busca fortalecer a campanha de Lula entre os jovens e ampliar a participação popular na reta final da eleição.
O ato de Belo Horizonte se soma às manifestações realizadas em outras cidades brasileiras em defesa da reeleição do presidente e contra a candidatura bolsonarista, em uma disputa que coloca no centro do debate o futuro das políticas públicas, da democracia e dos direitos conquistados pela população.










