Estudantes, trabalhadores, movimentos populares, partidos políticos e fandoms de artistas se unem na Marcha pela Democracia
Uma multidão ocupa a Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11), em uma manifestação de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Marcha pela Democracia reúne estudantes, trabalhadores, movimentos sociais, militantes de partidos políticos e fandoms de artistas que declararam apoio ao presidente.
A concentração se iniciou em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP) e ocupou praticamente toda a Avenida, tornando-se um dos maiores atos já realizados nos últimos anos.
O ato foi convocado por diferentes setores da sociedade e conta com a participação de Lula e de lideranças políticas como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
ESTUDANTES E TRABALHADORES TAMBÉM PARTICIPAM
A União Nacional dos Estudantes (UNE) convocou atos em defesa da candidatura de Lula e da educação pública. Entre as pautas apresentadas nas mobilizações estudantis estão o financiamento das universidades e institutos federais, a manutenção de programas sociais e o fim da escala de trabalho 6×1.
“Nós temos responsabilidade de fazer virar o segundo turno e garantir a vitória do presidente Lula, porque dela depende a nossa democracia”, declarou Bianca Borges, presidente da UNE.
A líder estudantil afirmou estar convicta da virada nessas eleições. “Diziam que era “impossível eleger o primeiro presidente trabalhador e metalúrgico da história do nosso país. Nós já fizemos três vezes. Agora, vamos para o tetra. É Lula! de novo”, declarou.
A entidade tem dirigido atos e levado ações por todo o país com a orientação de organizar estudantes em comitês “pelo centro da cidade, pelas periferias, bairros e comunidades”.
Organizações de trabalhadores e partidos políticos também aderiram à convocação na capital paulista, levando para a manifestação reivindicações relacionadas aos direitos trabalhistas, à valorização dos salários, à soberania nacional e à continuidade das políticas públicas.
A articulação de diferentes setores busca ampliar o diálogo com a população na reta final da campanha presidencial.
“Aqui está São Paulo que diz não ao fascismo, que diz não aos milicianos e que não se curva à bandeira americana. Começou a virada! A Avenida Paulista está lotada como há muito tempo não se via. Mas, para virar, precisamos conversar com quem não votou no primeiro turno, ir às ruas, às comunidades e falar com o nosso povo. Vamos dar um ‘olê, olê, olá’ para o nosso presidente, que está aqui, e botar o miliciano no esgoto, de onde nunca deveria ter saído!”, disse Guilherme Boulos, durante o ato.
FANDOMS COM LULA
Uma das marcas da manifestação é a presença dos fandoms — comunidades organizadas de fãs de artistas, bandas e fenômenos da cultura pop que passaram a atuar também no debate político.
Grupos ligados a artistas como Anitta, Taylor Swift, Beyoncé, Billie Eilish, Ariana Grande e BTS participaram da articulação que convocou o ato. A iniciativa reúne comunidades de fãs que, apesar de acompanharem artistas e estilos musicais diferentes, se organizaram em torno do apoio a Lula.
Além da mobilização nas redes sociais, os fandoms convocaram seus integrantes para ocupar a Paulista, divulgar informações sobre a eleição e estimular a participação dos eleitores no segundo turno.
A presença desses grupos amplia o alcance da manifestação entre setores jovens da população e aproxima a mobilização política de espaços culturais que tradicionalmente não estão ligados à organização partidária.










