“Eu me orgulho muito de ter feito isso”, disse Flávio Bolsonaro, em entrevista, sobre ter condecorado o matador de aluguel Adriano da Nóbrega
O presidente Lula (PT) denunciou que Flávio Bolsonaro (PL) já homenageou milicianos e assassinos e não é capaz de proteger as famílias brasileiras.
“O Brasil precisa de um presidente que combata o crime, não de alguém que se orgulha de ter ligação com milicianos”, escreveu o presidente em suas redes sociais.
Em um vídeo, Lula mostra Flávio Bolsonaro comentando com orgulho a homenagem que concedeu a Adriano Nóbrega, miliciano que chefiava o Escritório do Crime no Rio de Janeiro.
A Medalha Tiradentes, maior condecoração do Legislativo do Rio de Janeiro, foi concedida por Flávio a Adriano enquanto o assassino estava preso, em 2005.
“A proposta da Medalha Tiradentes, fui entregar para ele dentro do BEP [Batalhão Especial Prisional] porque acreditava nos caras. Eu me orgulho muito de ter feito isso. Eu me orgulho muito de ter feito isso”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista no JN da TV Globo.
Além da homenagem, Flávio deu emprego para a mãe e para a esposa de Adriano em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Ambas foram funcionárias de Flávio Bolsonaro até 2018 e participavam do esquema de rachadinha, repassando parte do salário para que o candidato embolsasse os recursos desviados dos cofres públicos.
Para Lula, “segurança pública é coisa séria. É proteger as famílias brasileiras, enfrentar o crime organizado e garantir que o povo possa viver em paz”.
Durante a gestão de Lula, a Polícia Federal realizou as maiores operações contra o crime organizado da história do país, desmantelando um extenso esquema de lavagem de dinheiro do PCC e do CV.
A PF também prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por fraudes financeiras e um esquema de corrupção do qual Flávio Bolsonaro participava. O senador pediu ao banqueiro R$ 134 milhões, como comprovam áudios obtidos na investigação.










