Flávio já chamou Farmácia Popular de “politicagem”. Ele odeia tudo que é para o povo

Foto: Jefferson Rudy - Agência Senado

Está mentindo no programa de TV, dizendo que vai manter o programa. Faz isso com medo de perder votos. Mas vai fazer como seu pai fez: manteve, mas cortou à metade e ninguém conseguia mais remédios

Flávio vinha sabotando de todas as formas possíveis a aprovação do fim da escala 6×1. Ele defende aumentar a carga horária e disse que quem deve decidir isso é o patrão e o trabalhador em negociação. Coisa de gente qum nunca trabalhou. Se depender dele, será implantada a lei da selva no mundo do trabalho.

Ele colocou seu grupo político para votar no Senado contra a proposta de Lula de descanso de dois dias na semana. Desmascarado pelo presidente Lula, ele está dizendo que não é mais contra o projeto, mas defendeu, na semana passada, que a medida só entrasse em vigor em 2038.

Sobre o programa “Farmácia Popular’, que distribui remédios de graça para a população, Flávio também já se manifestou contra. Disse que era uma “politicagem que estava torrando dinheiro público”. Em discurso em 13 de outubro de 2004, ele cobrou, na tribuna da Assembleia Legislativa do Rio, que o governo do estado parasse de “usar o dinheiro dos nossos impostos para ficar simplesmente torrando em farmácias populares para fazer politicagem”.

Outra vez, Lula alertou o país de que Flávio faria com os remédios subsidiados o que seu pai fez: Jair Bolsonaro reduziu à metade o Farmácia Popular. Desmascarado, ele passou a dizer, em sua propaganda, que vai manter o programa dos remédios. Mas, como vimos acima, Flávio odeia tudo o que é para o povo e pretende aplicar um “tesouraço” nos programas sociais.

Esta afirmação de que vai manter o programa do Farmácia Popular é, na real, uma meia verdade. Seu pai também disse que “manteria o Farmácia Popular. Só que, depois de eleito, ele cortou pela metade os recursos para o programa e estrangulou o projeto. Milhões de pessoas que precisavam desses remédios subsidiados foram prejudicadas.

O pai de Flávio fez o mesmo também com a merenda escolar. Não acabou com ela, mas congelou o reajuste da verba para alimentar as crianças nas escolas. O resultado foi que a merenda escolar foi piorando cada vez mais. O mesmo aconteceu com o programa de habitação popular. O programa mudo de nome e foi praticamente paralisado.

O fato é que Flávio prometeu aos banqueiros da Faria Lima que, se eleito, fará um “tesouraço” de R$ 250 bilhões no Orçamento da União. Ora. É exatamente deste Orçamento da União que saem os recursos para o Farmácia Popular, para as aposentadorias, o BPC, a Saúde, a Educação, o Minha Casa Minha Vida, etc.

É evidente que Flávio, bajulador dos poderosos, vai cortar dos programas do povo para atender aos banqueiros. Ele só não abre todo o jogo sobre isso agora, durante a campanha, porque tem medo de perder votos. Mente de todas as formas possíveis para enganar o povo. Aliás, é só isso o que ele sabe fazer.

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