Rachadinha era “usuário master” na conta do advogado investigado no roubo do INSS

Da esquerda para a direita: o advogado Willer Tomaz, o empresário Carlos Alberto de Sá e os senadores Weverton Rocha e Flávio Bolsonaro (Foto: reprodução)

A informação foi encontrada pela PF em um e-mail enviado por uma secretária de Willer Tomaz ao banco Santander em maio de 2022, logo depois da deflagração das operações da PF

Flávio Bolsonaro (PL) era “usuário master” de uma conta mantida fora do Brasil pelo advogado Willer Tomaz, que roubou dinheiro na fraude do INSS, apontou a Polícia Federal em relatório. As informações são do jornal O Globo.

A informação foi encontrada pela PF em um e-mail enviado por uma secretária de Willer Tomaz ao banco Santander em maio de 2022, logo depois da deflagração das operações da PF.

A secretária pedia ao banco que uma conta de Flávio Bolsonaro e outra de Willer, na condição de pessoa física, fossem desassociadas da conta da empresa Alcazar Holdings mantida em Portugal.

“Na oportunidade peço por gentileza no gerenciador do usuário master desassociar as contas abaixo”, escreveu a funcionária, listando em seguida os números e nomes de Flávio e Willer.

Em seguida, o Santander confirmou que “as contas foram excluídas do contrato, conforme solicitado”.

Na condição de “usuário master”, Flávio Bolsonaro tinha “nível elevado de acesso e gerenciamento” e “acesso operacional relevante” à conta, explicou a PF.

Isso reforça a hipótese de “participação econômica ou societária” de Flávio Bolsonaro na empresa.

A Alcazar Holdings era dona de uma parte do avião Embraer Legacy 650 que também tinha Daniel Vorcaro como sócio. Esse mesmo avião foi utilizado por Flávio Bolsonaro em janeiro de 2023 para viajar, em ida e volta, para os Estados Unidos.

Além da sociedade com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro mantinha uma relação próxima com o outro citado na investigação, Willer Tomaz.

Tomaz foi alvo de operações de busca e apreensão da PF na investigação sobre o escândalo do INSS. O amigo de Flávio participava da lavagem do dinheiro roubado dos aposentados e pensionistas.

Flávio, e Willer fizeram pelo menos cinco viagens internacionais no primeiro semestre de 2025.

Os dois visitaram juntos uma mansão em Angra dos Reis (RJ) que havia sido comprada pelo jogador Richarlison. Em uma manobra, Willer conseguiu tirar o imóvel do jogador.

Flávio foi denunciado e investigado por fazer rachadinha (confisco de parte do dinheiro dos servidores) na Alerj quando era deputado estadual. O processo não foi adiante por causa da anulação de provas.

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