O ministro bolsonarista André Mendonça paralisou uma votação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a Corte formar maioria a favor de Lula (PT) em um caso sobre um vídeo que mostra as verdadeiras propostas de Flávio Bolsonaro (PL) para a economia brasileira.
A votação no plenário virtual já estava com 4 votos contra 3 a favor da derrubada de uma decisão de André Mendonça que tirava do ar o vídeo de Lula.
Para manter sua decisão vigorando por mais tempo e o vídeo mais tempo fora do ar, André Mendonça pediu destaque e o caso terá um novo julgamento no plenário.
Sua posição de derrubar o vídeo tinha o apoio dos ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli.
Já os ministros Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior e Floriano de Azevedo Marques – ou seja, a maioria do TSE – defenderam que o vídeo poderia voltar a circular normalmente.
No vídeo, Lula demonstra que uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro configura um risco para a população mais pobre do Brasil por conta da intenção do candidato de promover um corte de pelo menos R$ 200 bilhões em programas sociais. O programa Farmácia Popular, por exemplo, não é citado no programa de governo e poderia ser atingido.
Defendendo seu aliado, André Mendonça disse que Flávio tem “compromisso expresso de manutenção dos programas sociais existentes”.
André Mendonça foi indicado para o STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro por ser “terrivelmente evangélico” e sua atuação nas Cortes tem a marca de beneficiar o grupo bolsonarista e prejudicar adversários, como Lula.
Kassio Nunes Marques, também indicado por Jair, hoje é presidente do TSE e está envolvido no escândalo do Banco Master, tendo sido flagrado em mensagens obtidas pela Polícia Federal participando de festas e orgias organizadas por Daniel Vorcaro, dono do banco.










