71% das conversas de Vorcaro no WhatsApp foram com membros do governo Bolsonaro

O banqueiro que causou a maior fraude do sistema financeiro (Foto: Reprodução - Vídeo - Esfera)

Mais de 70% das conversas de WhatsApp de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, eram com ex-membros do governo Bolsonaro, como ministros, secretários e o Advogado-Geral da União (AGU). O levantamento foi feito pela revista Piauí.

Flávio Bolsonaro (PL) também mantinha conversas frequentes com o banqueiro e tentou falar com o criminoso no dia anterior à prisão, em setembro de 2025.

A Polícia Federal conseguiu recuperar no celular de Vorcaro 41,6 mil interações por WhatsApp, mensagens, fotos, vídeos e ligações.

Deste montante de interações, 71% foram com ex-membros do governo Bolsonaro.

Destes, a pessoa que mais conversava com Daniel Vorcaro era Fábio Faria (PL), que foi ministro das Comunicações do governo Bolsonaro entre 2020 e 2022.  Faria e Vorcaro trocaram 19,3 mil mensagens.

Daniel Vorcaro tinha o costume de excluir suas mensagens de WhatsApp para tentar esconder seus crimes. Na conversa com Faria, 7,9 mil foram excluídas.

A segunda figura do governo Bolsonaro que mais conversou com Vorcaro foi Bruno Bianco, ex-secretário especial de Previdência e ex-Advogado-Geral da União (AGU) de Jair Bolsonaro.

Ao todo, o bolsonarista e Vorcaro tiveram 4,7 mil interações pelo WhatsApp, das quais 4,1 mil foram excluídas.

Na sequência aparece o senador Ciro Nogueira (PP), que foi ministro-chefe da Casa Civil do antigo governo. Ele teve 3,9 mil interações, das quais 3,8 mil foram excluídas, com o banqueiro.

A Polícia Federal encontrou provas de que Ciro Nogueira atuava no Congresso Nacional como um agente de Daniel Vorcaro, apresentando propostas que beneficiavam o Banco Master. O bolsonarista recebia uma propina mensal de até R$ 500 mil para ajudar Vorcaro.

Daniel Vorcaro também mantinha conversas com Mario Frias, ex-secretário especial da Cultura de Bolsonaro.

Frias foi produtor executivo de “Dark Horse”, filme cuja produção é investigada pela Polícia Federal por suspeita de ter sido uma forma de lavagem de dinheiro no esquema do Master.

O ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Previdência (Secom), Fabio Wajngarten, e os ex-ministros da Cidadania, João Roma e Ronaldo Bento – todos do governo Bolsonaro –, também tinham conversas com Vorcaro.

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