Flávio Bolsonaro apagou vários posts no seu perfil no X, antigo Twitter, em que durante anos atacou programas sociais como o Bolsa Família, chamado por ele de “bolsa-farelo”. A assistência aos mais pobres também tem sofrido ataques do candidato através da coordenadora econômica de sua campanha, Daniela Marques, que, ainda na segunda-feira (19), voltou a criticar o programa em entrevista na Jovem Pan, propondo limitar a dois anos o recebimento do benefício.
A exclusão dos posts foi identificada pelo Estadão, que havia feito um levantamento do histórico do parlamentar nas redes.
As capturas de tela dessas mensagens, que voltaram a circular esta semana, remetem a posts, como o de 5 de abril de 2010, em que Flávio escreve: “Enquanto se trocar voto por cesta básica, bolsa-família e esmola o Brasil não vai para frente.”
A ojeriza de Flávio à ajuda do Estado aos mais necessitados não se limita apenas a críticas nas redes, em 2011, ele foi o único deputado estadual da ALERJ a votar contra o programa Renda Melhor, que complementava a renda de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza no Rio de Janeiro. Na ocasião, Flávio Bolsonaro publicou um post classificando a iniciativa de “bolsa-farelo estadual”. “Fui o único voto contra na @alerj ao projeto ‘Renda Melhor’, q chamei de ‘bolsa-farelo’, pelo seu caráter clientelista eleitoral”, escreveu.
Em 2011, ele publica mensagem afirmando que havia apresentado emendas ao projeto, aprovado pela ALERJ por 54 votos a um. Tendo sido voto vencido, Flávio apresentou emenda para restringir o período de recebimento. “Fiz emendas ao projeto […] para limitar em 2 anos”, escreveu.
Em uma outra publicação, também apagada, feita em 2014, ele questiona a metodologia para calcular a taxa de desemprego no Brasil. “Os milhões que recebem bolsa-família ou auxílio-desemprego, não procuram emprego. Para o PT, estão empregados”.












