Escândalo: nome que Flávio quer indicar para o Ministério da Saúde defende estrangular o SUS

Brasileiros defendem SUS em manifestação pela reeleição de Lula. (Crédito Ricardo Stuckert/Via 247)

Cláudio Lottenberg afirmou que o que deve crescer no Brasil é a rede privada. Com isso, o povo não teria mais acesso à saúde

Cláudio Lottenberg, médico que assumiria o Ministério da Saúde em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), tem como principal proposta cortar gastos do SUS (Sistema Único de Saúde) – que garante acesso universal, integral e gratuito aos serviços de saúde em todo o país – e ampliar o sistema de saúde privado.

O candidato prometeu levar ao sistema público o “padrão” de atendimento do Hospital Albert Einstein, instituição privada que já foi presidida por Lottenberg.

Lottenberg foi anunciado por Flávio na entrevista à TV Globo no Jornal Nacional em 28 de agosto.

No debate da Band, neste domingo (18), ao dizer que quer colocar “padrão Einstein no SUS”, sua intenção foi prontamente desmascarada pelo presidene Lula: “Será que ele vai privatizar o SUS?”

Lula disse ainda que o bolsonarista “nunca foi ao SUS” e que Lottemberg “já foi presidente de uma empresa de saúde e não deu certo”.

As declarações do postulante a ministro contra o SUS foram rechaçadas nas redes sociais.

Marcelo Freixo, eleito deputado federal pelo PT, denunciou o “tesouraço” de Flávio na saúde publica. Fleixo divulgou um debate promovido pela Fundação Henrique Cardoso, quando Lottemberg presidia a UnitedHealth Group Brasil, filial brasileira da americana UnitedHealth Group – que até 2024 era dona da operadora de planos de saúde Amil.

Segundo o médico, pelo menos um terço das despesas do Orçamento com o SUS seria um desperdício. Ele afirma que o Brasil gasta muito com saúde e que o problema seria uma má gestão de recursos. Rejeitando a destinação de mais verbas para a saúde, o médico não esclareceu como manter e ampliar a rede hospitalar, contratar mais profissionais e reduzir filas sem novos investimentos.

Ao invés de cortar gastos, como propõe Lottenberg, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) recomenda ao governo federal a recomposição de ao menos R$ 65 bilhões em perdas acumuladas desde o Novo Regime Fiscal de Michel Temer, que limitou os gastos federais.

CONTRA A CONSTITUIÇÃO

A deputada federal reeleita Erika Hilton (Psol-SP) destacou que “Cláudio Lottenberg, que será ministro da Saúde caso Flávio Bolsonaro seja eleito, diz que é contra a Constituição dizer que a saúde é um direito do povo e um dever do Estado. É isso mesmo que você leu. Ele é contra o SUS”, afirmou ao divulgar post na rede social.

Segundo a parlamentar, “esse pensamento, de que as pessoas ficam doentes porque querem, e de que cada um deve arcar com os próprios custos, leva pra privatização do SUS”.

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