Manifestações de milhões nas ruas e nas redes vão garantir vitória contra o fascismo

Manifestação em Juiz de Fora. Foto: Ricardo Stuckert

As fabulosas manifestações espontâneas pós 1º turno das eleições presidenciais, que pipocaram por todo território nacional, pelas capitais e pelo interior, que já ultrapasssaram a casa dos milhões, foram as maiores já registradas em solo pátrio. As massas, nas ruas e nas redes sociais, como nunca se viu, partem resolutas para derrotar o bolsonarismo nas urnas. O que isso está nos dizendo?

O que detonou as manifestações foi a urgência de impedir que um grupo de golpistas – derrotados no ensaio geral do 8 de janeiro –, ligados às milícias e ao crime organizado, assaltassem o poder central, já sitiado pelo Senado, Câmara Federal e parte do judiciário.

Ou seja, a necessidade vital de salvar Pátria da desgraça do fascismo. De salvar os direitos adquiridos durante décadas – como 13º, as férias, Fundo de Garantia, o descanso remunerado e o Salário Mínimo – que seriam substituídos pela remuneração por hora trabalhada e pelo “empreendedorismo”.

A necessidade vital de manter o valor das aposentadorias e do BPC. De salvar da ameaça de cortes drásticos de R$ 250 bilhões na Saúde, na Educação e nas universidades públicas. E o mais grave: das ameaças à democracia e à soberania nacional.

Em períodos revolucionários o povo, passivo em épocas de marasmo, se levanta e enxerga com nitidez o perfil do inimigo: o bolsonarismo subserviente ao imperialismo norte-americano.

Compreende com simplicidade, e ao mesmo tempo com sangue nos olhos, as manobras táticas, as formas de luta, as diretivas, as palavras de ordem (o que antes era de propaganda hoje é de ação), levadas na frente de batalha. Enfim, o momento em que tática e estratégia se tornam uma única coisa.

Ao mesmo tempo, as lideranças, germinadas no período de descenso, agora, brotam aos borbotões, adquirindo em dias a experiência que antes lhes custavam anos de vivência prática. Nestes momentos, em que dias valem por anos, o que antes era obscuro se revela com clareza cristalina. A unidade nacional torna-se um objetivo óbvio.

Formam ondas volumosas de líderes populares e revolucionários De novos Tiradentes, Stuarts Angels, Honestinos com impressionante lucidez, perseverança e coragem. A cultura e a identidade nacional se fortalecem e se tornam uma ideologia de massa.

E o Congresso Nacional? Ora, deputados e senadores que se entendam com as ruas.

Agora, como nunca, as baboseiras neoliberais, a dependência ao capital estrangeiro, o estado mínimo, cada vez mais, parecem ideias mal intencionadas dos financistas, do Trump, e das Big Techs. Coisas do arco-da-velha.

Seja como for, o Brasil nunca mais será o mesmo. O levante do povo, substanciado na vitória eleitoral, dará sustentação a uma nova era de desenvolvimento acelerado, melhoria das condições de vida e soberania nacional, com a participação ativa das FFAA, na produção de tecnologia e na indústria de defesa

Vamos à luta e à vitória!

CARLOS PEREIRA

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