O grupo Direitos Já! Fórum pela Democracia afirma, em manifesto, que a democracia e a soberania brasileiras estão em risco nas eleições e chamou a sociedade a votar em “quem esteve inequivocamente ao lado da Constituição, da Democracia, dos direitos da população mais pobre e da soberania nacional”.
O movimento alerta que os golpistas corroem a democracia “por dentro”, usando as próprias “regras democráticas para desmontá-las” e atacando o sistema de votação, desqualificando a Justiça e utilizando fake news de forma sistemática. “Reconhecer esses sinais e recusá-los é tarefa urgente neste segundo turno”, aponta.
O movimento realizou um ato na quinta-feira (22) unindo uma frente ampla pela eleição do presidente Lula e contra o avanço do fascismo.
O evento contou com a presença de Geraldo Alckmin, vice-presidente, das ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet, além de dirigentes partidários, como Nádia Campeão (PCdoB) e do deputado estadual Carlos Giannazi (PSol-SP), Alda Marco Antonio, vice-presidente do PSD, Beatriz Cardoso, filha de Fernando Henrique Cardoso, Mario Covas Neto, ex-vereador pelo PSDB, José Eliton, ex-governador de Goiás, Gabriella Aguiar (PSD), vice-governadora eleita do Ceará, coronel da PM Mário Alves, ex-comandante da Rota, Edvaldo Brito, jurista e ex-prefeito de Salvador, Paula Zambelli, professora de Direito, e muitos outros.

O manifesto do Direitos Já! destaca que a soberania brasileira está ameaçada com pressões externas e afirma que “defender o Brasil é defender o direito do país, em decidir seu próprio destino”.
Leia a íntegra do manifesto “Em defesa da Democracia, do Estado de Direito e da Soberania”:
“Nós, abaixo assinados, vimos a público, neste momento decisivo que antecede o segundo turno das eleições presidenciais, reafirmar nosso compromisso inegociável com a Constituição de 1988, a Democracia e o Estado Democrático de Direito.
Democracias raramente morrem de um só golpe. São corroídas por dentro, por quem usa as próprias regras democráticas para desmontá-las. Os sinais são conhecidos: ataques sistemáticos à Justiça Eleitoral e ao sistema de votação, desqualificação das cortes, desinformação como método e propostas de anistia a quem atentou contra as instituições.
Reconhecer esses sinais e recusá-los é tarefa urgente neste segundo turno.
A Democracia exige soberania. Nenhuma pressão externa, seja econômica, política ou diplomática, pode ditar decisões que cabem ao povo brasileiro e às suas instituições.
Defender o Brasil é defender o direito do país, em decidir seu próprio destino.
Defender a Constituição é também lutar por sua efetivação plena. Queremos uma Democracia substantiva, que assegure não apenas os direitos civis e políticos, mas também os sociais, econômicos, culturais e ambientais. Isso significa renda e trabalho dignos, redução das desigualdades, preservação do meio ambiente e uma transição socioecológica justa.
Não há Estado Democrático de Direito quando o crime organizado avança sobre as instituições públicas, seja por meio de facções, milícias ou das redes que lavam seu dinheiro. Combatê-lo com inteligência, integração e respeito à lei é condição para a soberania popular.
Por isso, conclamamos cidadãs, cidadãos e organizações da sociedade civil a comparar as trajetórias e os compromissos em disputa e a votar, com consciência, em quem esteve inequivocamente ao lado da Constituição, da Democracia, dos direitos da população mais pobre e da soberania nacional. No dia 25 de outubro, é a Democracia que está em jogo.
DIREITOS JÁ! FÓRUM PELA DEMOCRACIA”.










