E também pediu enviar contra o Brasil “fuzileiros navais” norte-americanos, caso derrotados. Riu depois para disfarçar seu ódio ao Brasil
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista a um podcast nos EUA nesta sexta-feira (23), que é a favor de que o irmão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), deixe o Brasil se perder a eleição.
“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”, disse Eduardo Bolsonaro, respondendo a pergunta sobre o que Flávio deve fazer se for derrotado.
Ele participou ao vivo, no estúdio, do programa “Louder with Crowder”, apresentado por Crowder. Em 2021, o norte-americano teve o canal no YouTube suspenso por uma semana por divulgar alegações falsas sobre a eleição presidencial dos EUA de 2020.
A declaração sobre Flávio foi uma resposta à pergunta de um espectador enviada pelo chat do programa:
“Se o seu irmão não ganhar a eleição, vocês têm algo planejado para ajudar o seu pai? Ou é uma situação em que vocês vão ver o que fazer se chegar a esse ponto?”
Eduardo respondeu: “Mandar os fuzileiros navais”. Em seguida, ele riu, sabendo da sua alucinação. É um sonho da família Bolsonaro que o Brasil seja invadido pelos EUA. Um dos crimes de Flávio e seu irmão é articular entregar a Trump os bilionários minerais críticos que o Brasil possui em seu território.
Como de costume, ele colocou em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. Para os Bolsonaros, as urnas só são confiáveis se eles vencem.
Na entrevista, ele criticou o Supremo Tribunal Federal (STF): “E o Congresso aprovou por três vezes o que chamamos de projeto do voto impresso. Mas todas as vezes que aprovamos isso, o Supremo Tribunal Federal disse que era inconstitucional”.
É mentira. O Congresso aprovou voto impresso em 2002, mas foi revogado pelo próprio Congresso em 2003. Em 2009 e 2015, trechos sobre voto impresso foram derrubados pelo STF para manter a lisura e o sigilo do voto. Quando o voto era de papel, as fraudes eram costumeiras. Desvios de votos, introdução fraudulenta de cédulas nas urnas, casos de ameaças e outras manobras torpes para manipular a vontade do eleitor eram frequentes. É isso que os Bolsonaros querem de volta.
Em 10 de agosto de 2021, houve outra tentativa de golpear a urna eletrônica. Mas o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou a PEC do Voto Impresso (Proposta de Emenda à Constituição 135/19). Foram 229 votos favoráveis, 218 contrários e 1 abstenção. Como não atingiu o mínimo exigido pela Constituição de 308 votos favoráveis, o texto foi arquivado.
A proposta rejeitada, de autoria da deputada bolsonarista Bia Kicis (PL-DF), determinava a impressão de “cédulas físicas conferíveis pelo eleitor” independentemente do meio empregado para o registro dos votos em eleições, plebiscitos e referendos.










