Plano faz parte de submeter o Brasil aos interesses de Trump
A equipe econômica de Flávio Bolsomaro articula entregar o Banco do Brasil (BB) para o Bank of America, segundo informações divulgadas pelo Relatório Reservado (RR), plataforma de jornalismo, análise e dados. As conversas estão sendo conduzidas já no âmbito da Secretaria do Tesouro norte-americano e na própria Casa Branca.
De acordo com o Relatório, a “mãe” da ideia é a coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques. Em setembro, durante evento do Grupo Esfera, ela confirmou a possibilidade de privatização do BB.
“Se Daniella Marques pode ser considerada, na equipe de Flávio Bolsonaro, a mãe da ideia”, diz o RR, “Paulo Guedes, guru da ex-presidente da Caixa, nunca escondeu o desejo de colocar o BB sob o guarda-chuva do Bank of America. Em novembro de 2018, logo após a eleição de Jair Bolsonaro, Guedes levantou a hipótese de uma fusão entre as instituições”.
Em abril de 2020, em reunião ministerial, Guedes, então ministro de Jair Bolsonaro, voltou a defender a privatização do Banco do Brasil. “Banco do Brasil é um caso de privatização”, declarou Guedes. “Então, tem que vender essa porra logo”, completou.
É mais uma frente onde o candidato do partido liberal (PL) indica suas pretensões de se submeter ao governo Trump.
O histórico Banco do Brasil, a Caixa e também o BNDES são decisivos para que o oligopólio dos bancos privados não faça o que bem quiser.
O BB tem um papel chave no financiamento do agronegócio, da agricultura e da pecuária em geral. Até 60% dessa movimentação, que obedecendo critério de governo, consegue atuar na baixa das taxas de juros desse mercado e outras condições de financiamento. Também são referências na boa prática de qualificação e remuneração de seus funcionários.
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