No total 18 partidos repudiaram a fuga e a carta com teor golpista. Até seus aliados querem distância do novo cidadão norte-americano
A carta golpista divulgada por Flávio Bolsonaro dos Estados Unidos, onde se encontra depois de fugir do Brasil, aprofundou o isolamento político do bolsonarismo dentro do país. A atitude do candidato derrotado irritou até mesmo os líderes da direita e enfraquece oposição bolsonarista a Lula.
De possível vítima, como pretendia se vender, Flávio Bolsonaro (PL) virou um golpista sem nenhum apoio. Até o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (29) que ninguém aprova a situação de Flávio Bolsonaro (PL), em referência à fuga para os EUA e à carta com teor golpista divulgada por ele.
Ao divulgar uma carta dos EUA se proclamando o verdadeiro presidente eleito do Brasil, e mesmo recuando para outro termo – “verdadeiro líder” – a mando do governo dos EUA, Flávio provocou a ira até de seus aliados.
Todos se mostraram decepcionados com a atitude do senador do PL e disseram que ele perde todas as condições de se transformar no líder da oposição. O coordenador da campanha do PL, Rogério Marinho, que já havia manifestado incômodo com a fuga de Flávio, disse não ter prova nenhuma de fraudes nas eleições.
Até o União Brasil, que estava no barco de Flávio Bolsonaro, repudiou o ato do senador. O partido afirmou que a “democracia é valor inegociável a eleição transcorreu com lisura e seu resultado deve ser respeitado. A eleição terminou”. No total 18 partidos se pronunciaram a favor do resultado das eleições e condenando atitude do candidato derrotado. Até o Novo, agregado do bolsonarismo, manifestou apoio ao resultado da eleição.
O TSE, presidido por Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, divulgou nota confirmando que as eleições ocorreram de forma limpa e o resultado já foi proclamado, com a vitória de Lula. Até entre evangélicos Flávio Bolsonaro não teve apoio. Líderes evangélicos não concordaram com o teor da carta golpista e disseram que o momento é de seguir em frente.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que o caminho é “respeitar o resultado da urnas e seguir em frente”. Tereza Cristina, líder do Progressistas, pediu respeito ao resultado das urnas. “A eleição acabou e agora é hora de olhar para a frente”, disse ela. O MDB divulgou nota reafirmando sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo.
O PSDB também divulgou nota afirmando que o exercício da oposição em uma democracia deve acontecer em território nacional, fiscalizando os atos do governo e cobrando compromissos com a população, e não fora do país. Apoio mesmo, Flávio Bolsonaro só teve da bancada radical do PL na Câmara dos Deputados, que, apesar de numerosa, corre o risco de ficar isolada como o candidato derrotado.










