Pacote que Lula prometeu ao Brasil foi de investimentos para crescer e não de arrocho fiscal

Presidente Lula. (Foto: Ricardo Stuckert)

Perdedores querem impor ao presidente reeleito o programa do “tesouraço” que foi rechaçado pelos eleitores brasileiros

As hienas do mercado financeiro apostaram todas as suas fichas no candidato fascista e o seu tesouraço nos investimentos, nas aposentadorias e nos direitos sociais. Esperavam ganhar muito dinheiro com a desgraça do país, mas perderam. Foram enxotados pelas urnas.

A derrota provocou uma perda para quem especulou com a candidatura bolsonarista. Eles quiseram culpar o vencedor, mas não colou. Só perdeu dinheiro na bolsa quem apostou errado. Assim que saiu o resultado com a vitória inquestionável de Lula, eles começaram a rosnar que o presidente eleito teria a obrigação de promover um ajuste fiscal rigoroso no país.

O que Lula prometeu aos brasileiros, no entanto, foi exatamente o contrário de tudo isso. Ele prometeu um pacote sim, mas não de cortes. Lula anunciou um amplo programa de investimentos para transformar o Brasil, de um pais em desenvolvimento num país plenamente desenvolvido. Ele prometeu também uma revolução na Educação.

É este o pacote urgente que o país espera com ansiedade e que o presidente se comprometeu. Como disse várias vezes o próprio presidente da República, a questão fiscal no Brasil se resolve com o crescimento do país. A dívida, quando é para aumentar o patrimônio produtivo, não causa problemas ao país. Pelo contrário, diz Lula, ela faz o país crescer e é assim que as cosas se resolvem.

A pressão para que Lula vá na direção errada, de promover cortes no orçamento e nos programas sociais, é enorme. Todos os porta-vozes da agiotagem dizem que o pacote fiscal é urgente e que se não vier, o país vai quebrar. Eles sempre dizem isso. É pura chantagem. Até escalam a equipe de Lula que, segundo eles, seria a melhor para conduzir o pais nesta direção desastrosa.

O que eles querem é que Lula cometa um estelionato eleitoral. Só assim eles enfraqueceriam o enorme apoio político obtido pelo presidente Lula nesta eleição. Este apoio é o que vai garantir a mudança de rumos na política econômica. O que Lula anunciou foi uma arrancada no desenvolvimento, que só virá com a redução dos juros e a ampliação dos investimentos públicos e privados.

São dois os caminhos apontados pelo presidente Lula para se atingir esses objetivos. O primeiro é reduzir os gastos com juros, que estão consumindo boa parte do orçamento. Para isso é necessário reduzir a taxa Selic. Esta é a maior gastança que se conhece no país. Só em setembro foram pagos R$ 107,5 bilhões de juros da dívida. Reduzir a Selic vai abrir espaço para os grandes investimentos produtivos que o país precisa.

O segundo passo será a exclusão dos investimentos em infraestrutura e em Defesa dos limites impostos pelo arcabouço fiscal. O antídoto para a desaceleração em curso da economia será um vigoroso pacote de investimentos em infraestrutura.

Além disso, será necessário aprofundar o enfrentamento do endividamento das famílias. Isto poderá ser feito pela ampliação das medidas já anunciadas pelo governo, como perdão das dívidas, crédito barato e também com aumentos mais substantivos dos salários. Aumentar a renda é o melhor remédio para estimular a economia.

Em suma, os derrotados estão querendo impor seu programa ao país. O programa de Lula, de crescimento da economia, da ampliação das escolas de tempo integral, da conquista de uma inteligência artificial brasileira, de ampliação das habitações populares, etc, não tem nada a ver com os pacotes que as aves de rapina estão alardeando nos últimos dias.

SÉRGIO CRUZ

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