Cartel visa manter intocável os gastos com juros e pressiona por cortes nos serviços de atendimento à população
Os bancos privados estão elevando os juros do financiamento imobiliário em meio a uma onda de especulação dos juros futuros, após a derrota de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, que prometia obedecer à agenda do mercado financeiro de corte de direitos sociais e entrega do patrimônio público.
O Itaú anunciou que aumentou a taxa mínima para 12,95% ao ano. Contudo, a taxa de juros varia a 13,25%, dependendo do segmento do cliente e para não correntistas, 14,85%. No financiamento de imóvel comercial, a taxa será de 15,8%, segundo reportagem do Valor Econômico.
Já o Bradesco informou nesta semana que vai elevar as taxas em todas as linhas de crédito para financiamento de imóveis. A taxa da linha de crédito imobiliário subiu 3,3 pontos percentuais, para TR + 15%, na linha principal. Para clientes private, o ajuste foi de 2,15 pontos percentuais para TR + 13,6%. Na linha para aquisição de imóveis comerciais para pessoas jurídicas, a taxa aumentou 2,5 pontos e as taxas chegaram a TR + 16,5%.
No início desta semana (26), os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) registraram saltos históricos de até 2,6 pontos percentuais nas taxas de longo prazo, superando patamares de 15% a 15,70% ao ano. Com isso, os bancos voltam a pressionar o governo do presidente Lula, reeleito no último domingo com mais de 64 milhões de votos.
Seja por meio da especulação financeira ou através de seus porta-vozes na mídia, os banqueiros tentam forçar o governo a aderir à demanda do setor de cortar investimentos públicos e benefícios sociais, realizar o enxugamento da máquina pública, além de acabar com a política de valorização dos salários de trabalhadores e aposentados. Essas medidas de “massacre de direitos”, que eles chamam de busca pelo equilíbrio das contas públicas, visa manter o intocável o pagamento de juros da dívida pública – superior 1 trilhão ao ano – atrelado aos aumentos da Selic (taxa básica de juros), hoje em 13,75% ao ano, sendo o principal responsável pela expansão da dívida interna.











