População ocupada chegou a 103,6 milhões, a maior da série histórica
A taxa de desemprego do Brasil caiu de 5,4% para 5,2% na passagem do segundo para o terceiro trimestre deste ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (30). Esse é o menor nível já registrado para um terceiro trimestre desde 2012.
Apesar da mínima histórica do desemprego no país, havia cerca de 5,6 milhões de pessoas em busca de postos de trabalho sem encontrar no trimestre encerrado em setembro. O resultado corresponde a uma redução de 4% (ou menos 234 mil pessoas) em relação aos três meses anteriores. Frente ao mesmo trimestre do ano de 2015, a queda é de 6,9% (ou menos 417 mil pessoas).
O analista da pesquisa do IBGE, William Kratochwill, destacou o setor da Construção entre as atividades, com alta de 2,8% de novos postos de trabalho gerados no trimestre. “Mais 210 mil pessoas ocupadas”, comentou. Em seguida, vem o avanço dos chamados empregadores, conhecidos como PJs, atingiu o recorde de 4,5 milhões de pessoas ao crescer 4,3% no trimestre (mais 184 mil pessoas) e 6,4% no ano (mais 272 mil pessoas).
“Os empregadores – que muitas vezes foram trabalhadores por conta própria – conseguiram crescer e ampliar o número de pessoas ocupadas, logo contribuindo também para a redução da desocupação”, avalia William.
Outro recorde veio do setor público, com mais de 13,2 milhões de pessoas, alta de 2,5% (ou mais 317 mil pessoas) em relação ao ano anterior. “O contingente de pessoas trabalhando no setor público com carteira foi consequência do aumento de ocupados na educação como professores de ensino pré-escolar, fundamental e médio, acrescentando cerca de 45 mil pessoas”, explica William.
No terceiro trimestre, o número de empregados no setor privado com carteira assinada (sem considerar trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões. Já o número de empregados sem carteira no setor privado ficou em 13,7 milhões, enquanto o de trabalhadores por conta própria soma 26,1 milhões e o de domésticos chega a 5,4 milhões.
A taxa de informalidade – que considera trabalhadores sem carteira assinada, os chamados “bicos” com suas altas jornadas e baixíssima remuneração – ficou em 37,5% (38,8 milhões de trabalhadores informais) da população ocupada, estimada em 103,6 milhões no terceiro trimestre deste ano.
RENDA MÉDIA
No terceiro trimestre de 2026, o rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790, sendo uma alta de 3,6% no ano (mais R$ 131). Esse é o terceiro maior valor já registrado nos últimos 15 anos da série histórica da pesquisa, ficando atrás apenas dos R$ 3.811 registrados no trimestre encerrado em março e dos R$ 3.792 observados no trimestre de abril de 2026.
Já a massa de rendimento real habitual atingiu a soma de R$ 387,5 bilhões, o maior resultado da série, com alta de 1,5% no trimestre e 4,7% no ano.










