Para o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, “os juros vêm machucando” a geração de empregos no país. Saldo foi 43,5% menor do que setembro de 2025 (214,6 mil)
O mercado de trabalho brasileiro manteve o saldo positivo de contratações pelo nono mês consecutivo em setembro. No mês, a diferença entre demissões e contratações resultou em 121,3 mil novas vagas com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
JUROS FREIAM CONTRATAÇÕES
Apesar do saldo positivo, setembro registrou uma desaceleração em relação ao mesmo mês do ano passado. O saldo foi 43,5% menor do que o de setembro de 2025, quando foram criados 214,6 mil empregos.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribui a perda de ritmo aos juros elevados: “os juros vêm machucando”. Nesta quarta-feira (4), o Banco Central manteve a Selic (taxa básica de juros) em 13,75% ao ano, a maior taxa de juro real do mundo, arrochando os investimentos, o consumo e a geração de empregos no país.
No acumulado de janeiro a setembro, foram criados 1,24 milhão novos postos de trabalho. O resultado se mantém positivo, mas é 27,9% menor do que o saldo registrado no mesmo período de 2025.
Com o resultado de setembro, o número de trabalhadores formais no país chegou a 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Quatro dos cinco grandes setores da economia contrataram mais do que demitiram. Serviços lideram, com 81,2 mi novos postos, seguidos pela indústria, com 19,3 mil. O comércio abriu 15,7 mil vagas e a construção civil, 9,5 mil. A agropecuária foi o único setor com saldo negativo, com o fechamento de 4,4 mil postos, movimento sazonal e esperado no período de entressafra.
Entre as regiões, cinco registraram abertura de vagas, com destaque para o Nordeste, que criou 49,1 mil novos postos, e o Sudeste, com 39,4 mil. Por estado, São Paulo abriu 19,3 mil novas vagas, seguido por Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil). Apenas o Rio Grande do Sul teve saldo negativo.
O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.429,41, estável com relação a agosto e R$ 44,90 (+1,88%) maior que os salários de setembro de 2025 (R$ 2.384,51).











