O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que “o pobre não pagará a conta”, ao rechaçar as pressões do mercado financeiro por cortes no financiamento e direitos sociais.
Durante a reunião do Conselho Nacional de Política Energética, na sexta-feira (6), Lula ressaltou os bons resultados de suas gestões anteriores e garantiu que a população pobre não sofrerá as consequências de possíveis ajustes nas contas públicas.
“Nós estamos entregando o orçamento agora com superávit. ‘Ah, não é o que o sistema financeiro quer’, porque ele quer é tudo. Não, é o que a gente pode fazer. A única coisa que ele tem que saber é que o pobre não pagará a conta”, criticou.
“A única coisa que ele [o mercado] tem que ver é que nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício. E eu tenho comigo a minha história”, disse Lula.
O presidente Lula também ressaltou que o Brasil tem “seriedade fiscal”.
“Quantos países do mundo têm a seriedade fiscal que temos? Qual a dívida dos Estados Unidos? Da França? Do Japão? Da Itália?”, questionou. “Perto da nossa, é o dobro, em relação ao PIB? E, se a gente for analisar a nossa dívida de verdade, ela nem é tudo que aparece”, completou.
O presidente também avalia que o endividamento público pode ser um mecanismo útil para o desenvolvimento do país.
“Ninguém pode gastar mais do que tem. Agora, se a gente quiser construir um ativo novo, você pode fazer dívida, mas para construir um patrimônio para esse país. Uma ferrovia, uma estrada, uma ponte, um aeroporto. Você pode fazer uma dívida desde que você possa pagar”, argumentou.










