Elias Jabbour: “109 anos da Revolução Russa, marco zero da história da humanidade”

Professor Elias Jabbour, deputado federal eleito (Foto: Reprodução - Instagram)

O deputado federal eleito Elias Jabbour (PCdoB-RJ) celebrou, em suas redes sociais, os 109 anos da Revolução Russa e disse que o levante dos operários do país foi o “marco zero da história da humanidade”.

Para o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a revolução de 1917 foi “a primeira experiência concreta em que o ser humano tenta construir a história a partir dos seus próprios desejos e da sua própria mão”.

“É a Revolução Russa que inaugura, por exemplo, os marcos institucionais que entregam para nós a possibilidade de planejar a economia na riqueza: o planejamento econômico e a construção consciente da sociedade”, explicou o deputado eleito.

Elias apontou que a União Soviética, criada após a revolução, foi capaz de pautar mundialmente a “questão social, a questão anticolonial, a questão racial e a questão da emancipação feminina. São todas lutas que não foram os liberais que nos entregaram. É um legado direto da luta dos povos e da Revolução Russa”.

Na avaliação de Jabbour, a Revolução Russa foi “fundamental para que outras experiências socialistas prosperassem” e até pode ser considerada uma “mãe” da Revolução Chinesa.

Elias Jabbour citou a capacidade de Vladimir Lenin, líder do levante operário, de transformar “o marxismo em algo intrinsecamente russo” ao “analisar a transição do feudalismo para o capitalismo na Rússia” e “transformar o marxismo em algo altamente funcional não somente para compreender a Rússia, mas para a construção de uma estratégia e de uma tática capaz de levar a revolução a um lugar onde ninguém esperava, muito menos os clássicos”.

Depois da vitória da revolução em 1917, Vladimir Lenin sustentou com o Partido Comunista a construção de um Estado socialista mesmo diante de invasões e bloqueios econômicos por parte das potências imperialistas.

Já a vitória da União Soviética sobre o nazismo, na década de 1940, abriu “uma época marcada por um processo acelerado de descolonização na Ásia, na África e na América Latina, e do surgimento de Estados de novo tipo, de orientação socialista” em todo o mundo.

“Ela é não somente o marco zero da verdadeira história humana, a Revolução Russa é o que possibilita hoje que eu esteja falando: O capitalismo não é invencível, o imperialismo não é invencível. É possível tomar o céu de assalto, mas com muita ciência”, acrescentou o deputado eleito.

Elias ressaltou que Lenin ensinou os povos de todo o mundo a “tratar a estratégia e a tática do movimento proletariado como uma ciência” e partir de uma análise profunda “de cada formação social específica para construir estratégias e táticas apropriadas à nossa realidade”.

No Brasil, o PCdoB busca “transformar o marxismo em algo profundamente brasileiro” e com base nas experiências do mundo. O Partido Comunista do Brasil “entrega a necessidade de um projeto nacional de desenvolvimento como caminho brasileiro para o socialismo”, completou.

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