Após fiasco em Copacabana e vaias no jogo do Vasco, Flávio cancela motociata em Juiz de Fora

Fracasso em Copacabana e vaias em São Januário Fotos: divulgação do PL e reprodução)

A vida está difícil para o candidato fascista. Escândalos seguidos e traição escancarada ao Brasil afastaram apoiadores e abriram crise na campanha

Flávio Bolsonaro, de colete à prova de bala, falou para uma plateia esvaziada no lançamento de sua campanha no último domingo (16) em Copacabana. Pior que além de vazio, o candidato ficou nervoso com vaias que vieram dos presentes. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, explicou que o fracasso foi causado pelo tempo nublado.

Outros analistas dizem que a flopada de Copacabana teria a ver com os últimos escândalos envolvendo o candidato do PL. O fato é que todos estão querendo distância do candidato fascista. Tirando o vice, que responde por acusação de estupro de vulnerável, ninguém de peso compareceu ao primeiro ato de campanha de Flávio.

E olhe que ele demorou para achar alguém que quisesse ser seu vice. O inexpressivo deputado Alfredo Gaspar, da Paraíba, foi o que deu para arranjar. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) até andou aventando a possibilidade de ser vice de Flávio, mas a promessa dele, feita a Donald Trump, de afastar a China do Brasil, acabou inviabilizando a senadora como vice.

É que a promessa de Flávio a Trump de afastar o maior parceiro comercial do Brasil causaria um verdadeiro desastre no agro brasileiro. Este setor da economia vende grande parte de sua produção de grãos para a China. O Brasil tem supervávits comerciais com a China que chegam a US$ 40 bilhões por ano. Flávio quer arrasar o agro brasileiro. E quem sairia ganhando seriam os produtores americanos que disputam o mercado chinês com o Brasil.

A campanha não podia começar pior. O ato estava esvaziado e Flávio ainda teve que ouvir vaias das pessoas que estavam na praia. Mas não ficou por aí o fiasco. Ele e alguns capangas foram fazer demagogia em São Januário, no jogo do Vasco contra o Santos. Pois não é que Flávio recebeu uma estrondosa vaia da torcida vascaína e teve que sair antes do jogo terminar.

Aí, então, estava programada mais uma atividade de campanha. Era uma motociata em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, nesta segunda-feira (17). No mesmo local da encenação de fim de campanha de Jair Bolsonaro em 2018. O desânimo da campanha, depois dos dois fracassos seguidos, obrigou Flávio e seus assessores a cancelarem a motociata de Juiz de Fora.

Tudo indica que os seguidores do fascismo estão percebendo que, mesmo carregando o nome do pai, Flávio não está empolgando ninguém e que o fato dele estar afundado em escândalos difíceis de serem respondidos, é muito peso para carregar. Como explicar os vínculos do candidato com as milícias e as facções criminosas? Como explicar que seus indicados ao governo do Rio estão presos por ligações com o Comando Vermelho? É muito difícil.

Até hoje ele não explicou onde foram parar os R$ 61 milhões que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso depois dedar um golpe bilionário no país, deu a ele. Flávio foi flagrado num áudio pedindo R$ 134 milhões ao banqueiro ladrão. Acabou recebendo R$ 61 milhões desviados pelo Banco Master de servidores e do BRB. Numa primeiro momento ele negou o áudio. Mas, depois teve que admitir que pediu dinheiro ao criminoso.

Enfim, os cancelamentos de atividades são um retrato da crise da campanha fascista. Sua bajulação a Trump mesmo diante de ataques do chefe da Casa Branca ao Brasil, estão desmascarando que Flávio Bolsonaro é um traidor da pátria. E o povo não gosta de traidores. É por isso que suas atividades estão flopando e todos estão querendo distância dele.

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