Barrar o plano bolsonarista de destruir a economia, de esfolar o povo e submeter o Brasil a Trump

Flávio e Jair Bolsonaro (Foto: reprodução)

“Miliciano” defende mais sofrimento a trabalhadores e aposentados e se aliou a Trump contra o Brasil no tarifaço

Paulo Guedes, ministro da Economia do golpista condenando, Jair Bolsonaro, afirmou, em inglês, assim que chegou ao governo, em 2019, que seu plano era vender tudo o que existia no Brasil para os estrangeiros. “Vou vender a Petrobrás. Vou entregar o Banco do Brasil para o Bank of América e a Embraer para a Boeing”, disse ele a especuladores internacionais em regozijo. (Veja aqui)

DESTRUIÇÃO DO PATRIMÔNIO

Foi ele também que falou em colocar uma granada no bolso dos servidores públicos e demitir em massa. Foi também no governo Bolsonaro que o salário mínimo ficou congelado por quatro anos e as verbas do “Farmácia Popular” e da merenda escolar foram draconianamente cortadas. Direitos de aposentados e assalariados foram simplesmente retirados.

É certo que a pressão popular impediu que o plano destrutivo do bolsonarismo fosse colocado integralmente em prática. A privatização da Petrobrás foi barrada, mas Jair Bolsonaro conseguiu vender as refinarias, gasodutos, a Liquigás e a BR Distribuidora. Agora, com a agressão dos EUA e Israel ao Irã e a alta do petróleo, a distribuição privatizada atrapalha o combate à especulação desenfreada nas bombas de gasolina e diesel.

Eles também não conseguiram vender o Banco do Brasil e a Embraer, como era o plano. A entrega da Embraer foi barrada no último momento. E hoje ela é uma campeã de exportações do país. Mas, já a Eletrobrás, maior empresa de energia da América Latina, foi vendida na bacia das almas. Como era esperado, as tarifas de energia para a população e para a indústria já está nas alturas e não para de escalar. Só em 2026 elas vão subir o dobro da inflação.

BASTA EM 2022

Em 2022, depois de Bolsonaro e seu obscurantismo e ignorância provocarem a morte de mais de 700 mil pessoas na pandemia, o povo deu um basta, não só em seu governo, mas também neste plano de destruição do país alimentado pelo clã Bolsonaro. O Brasil derrotou o golpe fascista e elegeu Lula para presidente. A expectativa era de reconstrução da economia, melhora da vida e aceleração do crescimento. Muita coisa foi reconstruída. Mas o desastre da política neoliberal e entreguista de Temer e do bolsonarismo foi e continua sendo muito grande. Há muito trabalho para avançar na reconstrução nacional.

O governo Lula deu passos significativos. Ele reconstruiu os programas sociais fechados pelo bolsonarismo, descongelou o salário mínimo e retomou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o mesmo que tinha sido iniciado em seus mandatos anteriores. Mas, o fato é que parte dos freios neoliberais – que tiveram curso livre durante o bolsonarismo – ainda se mantiveram em algum grau na atual governo e dificultaram um crescimento mais acelerado.

Houve recuperação do salário mínimo, mas como ele é uma vergonha – o segundo pior da América Latina – e foi ainda mais achatado durante o bolsonarismo, o povo ainda não ficou satisfeito com a recuperação dada até agora e quer mais. É preciso urgentemente atender a essa demanda.

A isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil ajudou bastante. A ampliação de investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação também foi uma grande conquista. Aplausos para Lula e para Luciana Santos. Criou-se, é certo, um plano de reindustrialização do país, dirigido por Geraldo Alckmin. Um programa muito importante, mas que está sendo implementado num grau ainda insuficiente. O programa está num ritmo que não resolve de maneira adequada o grande mal-estar e a expectativa ainda maior que está existindo na sociedade causados pela regressão econômica neoliberal dos últimos 40 anos.

RECONSTRUÇÃO

O regime injusto, desumano e estafante de apenas um dia de descanso por semana pode certamente ser revertido em um novo governo Lula, ou até antes, assim como uma melhora mais significativa do salário mínimo e nos demais salários. O Brasil precisa ampliar o seu mercado interno. É preciso ajudar a achar os caminhos para que isso aconteça o mais rapidamente possível. Até mesmo esses juros absurdos, que os monopólios bancários impõem ao país, podem e devem cair já, ou num novo governo Lula. Este é, sem dúvida, o grande objetivo do presidente Lula.

Já o bolsonarismo, como dissemos, é o contrário de tudo isso. Eles querem e trabalham incansavelmente pela destruição da economia nacional e pela submissão total do Brasil aos interesses mesquinhos dos EUA.

O plano que Paulo Guedes apresentou aos banqueiros estrangeiros, e que nós citamos no início deste artigo, é exatamente a negação de tudo pelo qual Lula e seus apoiadores lutam. O bolsonarismo quer a venda do país, e escravidão, a redução salarial e o fim dos direitos. Ele que manter as negociatas com o patrimônio público, como fizeram com o escândalo do Banco Master, que provocou um rombo de mais de R$ 50 bilhões ao país. É esse tipo de política que eles querem reimplantar no Brasil. Tentaram até um golpe de Estado para para seguir afundando o país.

E este plano de destruição nacional está de volta, agora nas mãos de Flávio Bolsonaro, o candidato ligado às milícias e ao crime organizado do Rio de Janeiro. O candidato fascista, como não podia deixar de ser, é também um campeão de bajulação a Trump. Ou seja, está de volta o plano de “concluir”, como disse Guedes, “a venda de tudo o que é brasileiro”. Além disso, Flávio Bolsonaro é um desses cínicos que não trabalham, que nunca trabalharam, e que propagam aos quatro cantos que o brasileiro trabalha pouco.

Mais ainda, ele disse que o trabalhador brasileiro tem que escolher entre ter direitos ou ter empregos. Já sinalizou que pretende servir aos bilionários e magnatas. O coordenador da campanha do miliciano anunciou recentemente que, se eleito, virá uma nova reforma da Previdência, ou seja, mais arrocho e cortes sobre os aposentados, e anunciou também mais uma “revisitada” na reforma trabalhista, leia-se, cortar mais direitos dos trabalhadores e aproximá-los ainda mais da escravidão.

AMEAÇA DE VOLTA DA ESCRAVIDÃO

Este é o plano do fascismo bolsonarista. Querem também Bajular Trump, à imagem e semelhança do capacho argentino, Javier Milei. Este até já ofereceu tropas para socorrer Trump em sua agressão ao Irã. Alguns capachos daqui já se anteciparam e estão querendo entregar as terras raras do pais agora a Trump. De depender deles, vão manter os juros nas alturas, cortar investimentos, reduzir salários e direitos e aumentar a carga de trabalho. Demagogos que são, chamam esse ataque aos trabalhadores e aposentados do Brasil de “liberdade econômica”. Eles só não falam que é liberdade para os de cima e escravidão e sofrimento para os de baixo.

É claro que se já tivéssemos enterrado inteiramente essa política neoliberal, seria bem fácil acabar também com o bolsonarismo e sua demagogia nessas próximas eleições. Este déficit nos impõe uma batalha mais dura este ano, mas perfeitamente vencível. Temos que seguir pressionando nessa direção. A direção de melhorar a vida do povo brasileiro. Este é o caminho que se abrirá com a vitória de Lula. Porque com Flávio os demais golpistas o que virá é a aplicação de forma ainda mais radical dessa política neoliberal desastrosa sobre o país. Por isso, a prioridade número um dos verdadeiros patriotas é derrotá-los nas próximas eleições e reeleger o presidente Lula.

Os bolsonaristas são traidores do Brasil. Eles apoiaram os ataques de Trump contra os produtos brasileiros. Ficaram contra o Brasil e a favor da Casa Branca. Nunca se viu uma traição tão desavergonhada como esta da família Bolsonaro. Essa traição é tão escandalosa que o irmão de Flávio, Eduardo, conhecido por “bananinha”, abandonou o mandato e foi até morar nos EUA para conspirar de lá contra o Brasil.

Não fosse a altivez de Lula, estaríamos pagando altas tarifas e sofrendo os prejuízos dessa ataque de Trump à economia nacional. Se dependesse dos bolsonaristas, o Brasil se afundaria. Ele não seria apenas o quintal dos EUA. A família Bolsonaro quer transformar o país no 51º estado americano. Portanto, nesses 7 meses que faltam até as eleições, precisamos alertar o país e o povo sobre essas questões. O que é realmente o bolsonarismo e o que ele representa. O país precisa saber que o plano desses golpistas é a destruição da economia nacional e a submissão do Brasil às loucuras de Donald Trump. Vamos desmascará-los desde já. Firme na luta!

SÉRGIO CRUZ

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