Na segunda-feira, 7, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) em Amã disse que está alarmado com a escalada dos ataques das forças israelenses na Faixa de Gaza e no sul do Líbano, que recentemente deixou pelo menos quatro jornalistas feridos, três deles foram feridos no domingo.
Correspondentes libaneses de uma emissora local, Al-Manar TV, Ali Chbib, que aparece no vídeo abaixo, e o cinegrafista Mohammed Barjawi, ambos sofreram cortes e contusões, no domingo, devido ao ataque de um drone israelense na cidade de Nabatieh, no sul do Líbano.
De acordo com os relatos da mídia local, a equipe de jornalistas libaneses estavam cobrindo os ataques da ocupação israelense no sul do Líbano.
“Um repórter libanês ficou ferido ontem durante uma transmissão ao vivo enquanto cobria um ataque israelense em Nabatieh. Ele estava um pouco perto demais do local do ataque. Ele está em condição estável”, diz vídeo acima
Em Gaza, outro jornalista, Ali Jahjouh, que trabalha para a Al-Mayadeen, foi ferido horas antes em um ataque de drone israelense enquanto trabalhava no ampo de Refugiados Al-Shati, na Cidade de Gaza. O jornalista palestino ficou com estilhaços alojados no corpo.
“Esses ataques mostram que cessar-fogos pouco fizeram para proteger os jornalistas dos perigos de reportar em Gaza e no Líbano”, disse Sara Qudah, diretora regional do CPJ. “Os jornalistas devem poder fazer seu trabalho sem medo de serem alvos ou mortos. As forças israelenses devem imediatamente parar ataques que colocam jornalistas em risco e tomar medidas concretas para garantir sua segurança.”
Outro ataque que aconteceu duas semanas atrás, o jornalista Ezaldin Albtesh, ficou ferido em um ataque israelense enquanto trabalhava para o jornal Al-Rai no bairro de Shuja’iyya, na Cidade de Gaza.
O CJP também relembrou o assassinato da jornalista libanesa, Amal Khalil, em 22 de abril desse ano, morta por Israel apenas seis dias depois do anúncio do cessar-fogo. Outra jornalista, Zeinab Faraj, também ficou ferida em um ataque israelense.
O Comitê então relatou a conclusão da Anistia Internacional, que pediu um investigação de crimes de guerra, por haver indícios suficientes para acreditar que o ataque das forças de Israel foi um atentado direto contra civis.











