Desemprego recua a 5,4% em junho, o menor para o período

Procuram por emprego, 5,9 milhões de pessoas. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

No país, 103,1 milhões de pessoas estão ocupadas, segundo o IBGE

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (30). Esse é o menor nível para um segundo trimestre da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

O resultado corresponde a uma queda de -0,7 p.p. em relação ao trimestre de janeiro a março deste ano (6,1%) e de -0,4 p.p. na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior (5,8%).

De acordo com a pesquisa, no trimestre passado, o contingente de pessoas em busca de trabalho e sem encontrá-lo foi estimado em 5,9 milhões, um declínio de 10,9% (ou menos 718 mil pessoas) ante o primeiro trimestre de 2026 (6,6 milhões). Já frente ao mesmo trimestre do ano anterior (6,3 milhões), o recuo ficou em 6,3% (ou menos 392 mil pessoas).

No segundo trimestre, o contingente de trabalhadores no setor privado com carteira de trabalho foi estimado em 39,4 milhões de pessoas, mantendo estabilidade tanto frente ao trimestre anterior como no confronto com o segundo trimestre de 2025.

Por outro lado, os trabalhadores sem carteira de trabalho assinada (estimados em 13,6 milhões) no setor privado cresceram 2,2% (+288 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior. Já os trabalhadores por conta própria foram estimados em 26,1 milhões no período.

Dos 103,057 milhões de pessoas consideradas pelo IBGE como ocupadas no segundo trimestre, 38,579 milhões estavam na informalidade (37,4% da população ocupada), com grande parte desses brasileiros sobrevivendo dos famigerados “bicos”, sejam eles tradicionais ou via aplicativos, com jornadas exaustivas e baixas remunerações.

Por atividade, no período, em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, a pesquisa mostrou aumento nos grupamentos de Transporte, armazenagem e correio (3,9%, ou mais 235 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,6%, ou mais 489 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Quanto ao rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de abril a junho de 2026, em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, mostrou que não houve crescimento em qualquer categoria, segundo o IBGE.

De acordo com o IBGE, o rendimento real habitual recebido de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.738, estável em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, e cresceu 2,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A massa de rendimento real habitual (R$ 380,3 bilhões) quando comparada ao trimestre móvel de janeiro a março de 2026 apresentou estabilidade. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 3,6%, o que representa um acréscimo de R$ 13,2 bilhões na massa de rendimentos.

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