Díaz-Canel: “EUA instaura um neomacartismo fascista para agredir Cuba”

Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, voltou a condenar o “bloqueio genocida” (AFP)

Presidente denunciou as “somas multimilionárias destinadas a mudanças de regime” em Cuba

“O neomacartismo transnacional que está sendo instaurado nos Estados Unidos, originário de uma corrente claramente fascista, recorre a mentiras para fabricar pretextos para agredir Cuba e, ao mesmo tempo, restringir as liberdades civis dentro dos EUA”, afirmou o presidente Miguel Díaz-Canel, rejeitando o relatório divulgado segunda-feira (20) pelo senador Marco Rubio contra a Ilha.

Em pronunciamento nas redes sociais, o dirigente cubano apontou que “um ladrão pensa que todos os outros são como ele”, e assinalou que o documento é “promovido por um dos funcionários mais corruptos da atual administração, que tem ligações comprovadas com traficantes de drogas e terroristas na Flórida”. “Se algum país espionou e atacou outro em níveis obscenos, foram os Estados Unidos contra Cuba”, acrescentou Díaz-Canel.

De acordo com o presidente, “as somas multimilionárias destinadas anualmente a programas de mudança de regime em Cuba, recorrendo tanto à subversão quanto ao terrorismo, são de conhecimento público”.

“A história registra episódios criminosos, incluindo a introdução de pragas e doenças em Cuba, o surto de dengue hemorrágica que tirou a vida de 101 crianças, a derrubada de um avião com 73 pessoas a bordo, atentados a bomba em hotéis, tentativas de assassinato e guerra psicológica”, denunciou.

Neste momento em que a Casa Branca intensifica o seu criminoso bloqueio, apontado como “genocida”, Díaz-Canel reitera que o país continua trilhando o caminho da paz e da justiça, e que jamais “buscou comprometer a segurança nacional dos Estados Unidos”.

Com o objetivo de preservar o socialismo e a Revolução na ilha caribenha, no momento em que o país está sofrendo uma crise sem precedentes, imposta à força pelos estadunidenses – que buscam agressivamente isolar o país, bloqueando a entrada de petroleiros, provocando apagões, e ameaçando empresas que fazem negócios com Cuba e as forçando a sair do país – foi adotado um amplo pacote de reformas. Tais iniciativas incluem a ampliação do setor privado, a abertura para investimentos estrangeiros, o fomento a energias renováveis e a alianças internacionais.

As 176 propostas, divididas em 23 eixos, foram aprovadas pelo parlamento na “Terceira Sessão Extraordinária” sobre transformações na vida econômica e social de Cuba, apresentadas pelo primeiro-ministro de Cuba, Manuel Marrero Cruz, e apontam para a modernização das estruturas produtivas e de diversificação das formas de gestão.

“Transformações para avançar na defesa do socialismo, apoiar e expandir a justiça social, criar riqueza econômica e distribuí-la de forma equitativa”, enfatizou Marrero Cruz, recordando a fala do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel.

Marrero esclareceu que as mudanças “buscam fortalecer o sistema bancário e financeiro, estimular a produtividade, reconhecer o esforço individual e coletivo, e garantir uma distribuição mais justa de renda, com margem tanto para os cubanos residentes no território nacional quanto no exterior”.

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