Não adiantou fugir da posse na capital: as manifestações ocorreram nas principais cidades como Bogotá, Cali, Barranquilla, Manizales e Bucaramanga, entre outras
Liderada pelo senador Iván Cepeda, a cidade de Barranquilla realizou na sexta-feira (7) uma manifestação massiva da oposição em repúdio à posse do fascista Abelardo de la Espriella, que fez imensa fortuna como advogado do narcotráfico e dos esquadrões da morte e tem dupla nacionalidade – norte-americana, além de colombiana -, na presidência do país.
As manifestações ocorreram também em cidades como Bogotá, Cali, Manizales e Bucaramanga, entre outras.
Milhares de militantes do Pacto Histórico, de movimentos sociais, entidades sindicais e comunitárias somaram forças nas proximidades do estádio Metropolitano para reiterar que não reconhecem a legitimidade da marionete de Trump. Ele também é acusado de ter chegado ao poder por menos de 1% (250 mil votos) a partir da proximidade com Netanyahu e da manipulação da tecnologia israelense no sistema de apuração eleitoral.
O evento, classificado por Iván Cepeda como um ato de “desobediência civil e resistência popular”, posicionou-se como o primeiro grande embate político contra o retrocesso, em defesa da soberania nacional e da democracia.
Durante seu discurso, o senador acusou De la Espriella de ter dupla nacionalidade e de estabelecer uma relação promíscua com o governo norte-americano, o que subordinará sua gestão a diretrizes estrangeiras, o que se transforma numa “incompatibilidade insanável”. De forma categórica, Cepeda explicitou que não reconhecerá Espriella como presidente da Colômbia até que renuncie à dupla nacionalidade, uma vez que pela lei americana, ele é cidadão dos EUA.
DEFESA DAS REFORMAS E POLÍTICAS DO GOVERNO PETRO
Para o senador, Barranquilla será a “sede da oposição”, que estará focada na defesa das reformas e políticas implementadas durante a gestão de Gustavo Petro. É responsabilidade do povo colombiano permanecer nas ruas e apoiar as demandas dos movimentos sociais, conclamou Cepeda, antecipando que o Pacto Histórico defenderá cada uma das reformas promovidas nos últimos quatro anos, incluindo aquelas relacionadas a políticas sociais, ao aumento do salário mínimo e à distribuição de terras.
Cepeda enfatizou a necessidade de derrotar o modelo econômico, ambiental e territorial que a nova administração traz no cardápio neoliberal, apontando que, embora De la Espriella se apresentasse como defensor da natureza, planeja “abrir escancaradamente as portas” às transnacionais explorarem sem controle as riquezas do país, praticarem o fracking, destruírem os ecossistemas de altitude – os famosos páramos – e florestas, comprometendo as reservas de água e a biodiversidade.
No plano político, o líder do Pacto Histórico rejeitou a velha aliança entre estruturas de poder ultraconservadoras e novas redes clientelistas do narcoparamilitarismo.
O senador oposicionista também vinculou o novo presidente aos crimes do empresário colombiano-venezuelano Alex Saab e a pessoas ligadas ao narcotráfico. “Mais cedo ou mais tarde, o senhor De La Espriella terá de acertar as contas com a justiça americana”, asseverou Cepeda, assegurando que existiriam relações econômicas e negociações com agências daquele país.
Diante dos presentes Cepeda lembrou que o Pacto Histórico continua sendo uma das forças políticas mais expressivas do país, com a maior bancada no Congresso e o apoio de quase metade do eleitorado após as eleições de 21 de junho. “Não abandonaremos as pessoas nem os territórios, tampouco suas lutas cotidianas”, reafirmou, encerrando o evento com um chamado à mobilização constante para proteger os direitos dos setores populares, a soberania e a democracia colombiana.











